Dizem as notícias que Gonçalo Bulhosa, em tempos ligado à Oficina do Livro, foi contratado pela Leya para voltar àquela chancela.
Pondo de parte a pulsão suicida de que a Leya parece dar sinal - a qual não me sinto capaz de analisar - não posso se não dar pulos de contente pela decisão da editora de Alfragide.
É que eu tenho contas para acertar com o Sr. Bulhosa (ou melhor, o Sr. Bulhosa tem contas a acertar comigo) e não havia maneira de o encontrar. Agora já sei onde ele está: Rua Cidade de Córdova, nº2, em Alfragide, arredores de Lisboa.
Não me orgulho de confessar isto, mas cá vai: conheço o Sr. Bulhosa. Não o pequeno génio nacional mais ou menos incompreendido de que dão conta alguns textos publicados nos últimos dias, mas um português igual a tantos outros, que acha que não tem de pagar o que deve. O Sr. Bulhosa que eu conheço foi julgado e condenado em tribunal por direitos de autor que nunca me pagou. A mim, como a outros autores e fornecedores vários da Palavra, editora que o Sr. Bulhosa, com a sua visão, o seu conhecimento do mundo editorial e o seu brilhantismo em geral, criou e destruiu num curto espaço de tempo.
No que me diz respeito, editou em novembro de 2006 "A Última Campanha", livro de cujos direitos de autor não vi, até hoje, nem um cêntimo. Há três anos que existe sentença, transitada em julgado, com o valor que o Sr. Bulhosa me deve e tem de pagar-me.
Infelizmente, desde então a Justiça não conseguiu encontrá-lo. Ao que me disseram, andava em parte incerta, a julgar pela incapacidade do ofical de justiça para executar a sentença.
Até agora. Até que a Leya o encontrou - ou ele encontrou a Leya.
Boas notícias, portanto: não só descobri onde pára o Sr. Bulhosa, como sei que ele voltou a ter rendimentos fixos. Poderá finalmente pagar o que me deve.
Tudo está bem quando acaba bem.
Um dias destes, senhores da Leya, a Justiça vai bater-vos à porta. Mas não se assustem. Pela minha parte, o oficial de justiça não quer nada convosco - apenas com a vossa mais recente contratação.
Peço que entendam que a Justiça é lenta e façam o favor de o manter por aí durante algum tempo. Obrigado.
De (Privado) a 7 de Fevereiro de 2012 às 13:25
O Sr. Filipe Santos Costa parece ser um autor do tipo «mercenário». O Sr. Gonçalo Bulhosa não será um editor «mercenário», certamente. Não me parece correcto da sua parte colocar as suas questões de «acertos de contas» em público. Talvez seja uma das razões porque o Sr. Gonçalo Bulhosa - excelente editor e pessoa - não tenha acertado contas consigo. Porque se calhar o Sr. Filipe Santos Costa é que tem de «acertar contas» com ele... O Sr. Gonçalo Bulhosa possivelmente não lhe pagou porque não lhe deve absolutamente nada. O Sr. Filipe Santos Costa tem é de fundamentar e saber argumentar as suas afirmações para o público entender. Só pela sua «atitude cobarde» tornando pública a sua «demanda», ficamos a duvidar da veracidade dos seus comentários.
Caro "privado", eu sou o Filipe Santos Costa, e você? Sobre "atitudes cobardes", estamos conversados.
Quanto às suas considerações sobre quem deve o quê a quem, dou-lhe uma ajuda: Processo 124/08.6TVLSB, Referência nº 13187569, de 20 de outubro de 2008, da 3ª Vara Cível de Lisboa, 3ª Secção. Está lá tudo, muito bem explicadinho. Factos e sentença. É um documento público, se está assim tão interessado, consulte. Ou então, peça cópia ao Sr. Bulhosa. Ele há-de ter uma.
De (Privado) a 7 de Fevereiro de 2012 às 18:03
O «voçê» não entra no meu vocabulário. É por isso que pertencemos a esferas de carácter e ética radicalmente distintas. O Sr. deve pertencer a um nível social e profissional que não tem nem classe nem educação: são os ditos «social climbers» na língua inglesa. O Sr. gosta de ser protagonista, para além do mais, tem uma fraca figura em termos de imagem e sobre a sua craveira intelectual o seu livrinho deve dizer bastante sobre si. Quanto aos seu valores, julgando pelas suas palavras e pelos seus actos, Sr. deve pertencer, de acordo com as agências de rating, ao nível do «lixo». Não confunda gente do nível «lixo» com a Gente de Terceira Classe. Ao Sr. falta-lhe seriedade e humildade. Como tudo na vida existe o efeito «boomerang» e lá chegará a sua altura. Não espero para ver. O Sr. não presta. Não se expõem assuntos da esfera «privada» para o «público». Mas, lá está, temos níveis de educação diametralmente opostos. O Sr. vende-se a qualquer preço, mas para a próxima venda-se mesmo bem para não ter o trabalho de ter de reaver o que vendeu. Não publique mais. Não vai vender absolutamente mais nada. Qualquer dia também já não lhe dão trabalho, os seus comentários não prestam e o que escreve é «lixo». Terá de emigrar, certamente. Umm... talvez para a Madeira!
Desejo que o Sr. Gonçalo Bulhosa tenha um grande sucesso enquanto editor da Oficina do Livro. Parabéns à Leya pela escolha! Sr. Filipe Santos Costa, estamos conversados.
Caro "privado", estamos conversados, sim senhor. Obrigado pela frontalidade e coragem com que desfiou o que lhe vai na alma. Podia lamentar o pormenor de o ter feito sob anonimato, mas considero-o um contributo precioso para ficarmos a conhecer a sua "seriedade", o seu "nível de educação", a sua "classe" e a sua "esfera de caráter e ética", para usar as suas palavras, todas tão eloquentes.
Permita-me corrigi-lo num ponto: "voçê" também não entra no meu dicionário - quando uso, como foi o caso, faço-o sem "ç".
Quanto à sentença de que não parece querer falar (e que julga ser da esfera privada - lamento desiludi-lo, mas se há coisa que uma sentença judicial não é é privada...), se tiver dificuldades em encontrá-la, ou se por acaso o Sr. Bulhosa a deitou no lixo, terei todo o prazer em partilhá-la consigo e com outros leitores interessados.
Por fim, na qualidade de credor, não posso senão subscrever os desejos que formula em relação ao Sr. Bulhosa.
De Anónimo a 7 de Fevereiro de 2012 às 20:05
Se me permite, vou corrigi-lo num ponto também: o seu caráter » também não entra no meu dicionário. No meu dicionário entra sim, «carácter». Por outro lado, o Sr. não leu nem ouviu bem o voçê que escrevi: tratou-se de um tom enfático e de um registo fonológico para o Sr. entender claramente o que lhe queria propositadamente transmitir. Uma falha de entendimento sua... no seu acto de olhar, de leitura, de tradução e de interpretação. Diz muito sobre si.
Já o seu caráter » também lhe falta um «c», entre outros atributos.
Passe muito bem.
De (Privado) a 7 de Fevereiro de 2012 às 20:18
Por lapso enviei o comentário acima sob o nome de (Anónimo) quando, em boa verdade, se trata de (Privado). Peço desculpa pela falha terminológica.
De "Privado_2" a 9 de Fevereiro de 2012 às 02:09
Uma coisa há que reconhecer. Esta troca de comentários sempre serviu para alguma coisa: pelo menos ficamos a saber de que forma o "sr. Bulhosa" se tem ocupado durante o dia na Leya.
De (Privado) a 9 de Fevereiro de 2012 às 11:23
O Privado_2 é mais um invejoso e disso não há «escassez», mas, pelo contrário existe uma «abundância» colossal, especialmente nesta altura de «empobrecimento» de Portugal. Espero que o Privado_2 se encontre numa situação de profunda «escassez» porque só isso justifica, de certo modo, o seu comentário INVEJOSO. Passe um bom dia cheio de INVEJA dos outros, e ocupe-se bem da sua INVEJA, trate-a bem e colherá os seus frutos cheinhos de «escassez» e com sorte será um dos que será empurrado para o «ciclo da pobreza». Aí, sim, Privado_2 terá razões para ter INVEJA do «mundo frio dos ricos» e terá com que se entreter e arrepiar de INVEJA.
De "Privado_3" a 9 de Fevereiro de 2012 às 12:24
"Mundo Frio dos Ricos"??? Ao que parece, congela o cérebro. Sr. "Privado_2", não faça caso da provocação...
De gonçalo bulhosa a 8 de Abril de 2012 às 14:13
Caro Privado,
Antes de mais, registo com simpatia, as palavras que escreveu em minha defesa. Não sei de quem se trata, mas imagino, pelo modo como fala, que tem conhecimento desta história. No entanto, sublinho que não peço a ninguém que me defenda. Mais uma vez obrigado pela sua intervenção.
Gonçalo Bulhosa
[
Error: Irreparable invalid markup ('<br [...] <a>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]
Caro Privado, <BR><BR>Antes de mais, registo com simpatia, as palavras que escreveu em minha defesa. Não sei de quem se trata, mas imagino, pelo modo como fala, que tem conhecimento desta história. No entanto, sublinho que não peço a ninguém que me defenda. Mais uma vez obrigado pela sua intervenção. <BR><BR>Gonçalo Bulhosa <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Obs</A> : não se preocupe por opinar em privado. Algo a que já estou habituado contra mim, há alguns anos, sabendo muito bem qual a origem. Curiosamente, e desta vez, finalmente, um privado em meu favor!
De Anónimo a 7 de Fevereiro de 2012 às 15:01
Finalmente já não é um fora da Leya
De
Monica a 7 de Fevereiro de 2012 às 18:44
Filipe Obrigada pela transparencia demonstrada. Todo pais fosse mais rigoroso a apontar os faltosos versus acorrer a enaltecê-los e não seria esta podridão instalada.
Caríssimos, todos estes comentários, com excepção do último, são altamente esclarecedores. Ou o Senhor Bulhosa se entreve a responder a FSC de forma cobarde, anónimo ou privada, dá-me igual, ou então tem um clube de fãs mal informado. Quanto aos processos judiciais, estes são públicos e não privados. O que é preciso neste país é ter "tomates", chamar os nomes aos bois. Mas, para que não fiquemos agarrados apenas à questão do Senhor Bulhosa, posso adiantar que há uma série de pessoas, de carácter (com c) e ética (com as letras todas), que ainda hoje esperam receber o que lhes é devido de uma editora chamada Quidnovi. Eu sou uma delas. Quanto à contratação do Senhor Bulhosa para a Leya, sinceramente, é-me indiferente desde que não seja meu editor, que não me conte histórias, não me persiga e tão pouco me mande mensagens ou coisa que o valha. Quanto aos seus defensores, femininos ou masculinos, bem hajam, façam o que conseguirem pelo vosso amigo. De resto, que a justiça seja servida. E, ao contrário de muitos, deixo aqui o meu nome para que não haja equívocos e posso adiantar que conheço o senhor Bulhosa do social literário - enquanto não andou a fugir dele - e não tenho o prazer de conhecer Privado 2 ou 3 ou Filipe Santos Costa. Mas tenho pena, no caso do último, gosto de pessoas sérias e transparentes. E agora, com a vossa licença, vou ali editar um texto que não é tarefa para todos:)
De (Livro de Reclamações) -(BR) a 9 de Fevereiro de 2012 às 18:35
Está Reclamando do Sócrates? do Passos Coelho? Do Cavaco Silva? do Dias Loureiro? do Vara? do Paulo Portas? do Isaltino Morais? do J.A.Jardim? do
Ministério Publico? Da Ministra da Justiça? Dos Tribunais ? Dos Autarcas do País? do Vítor Gaspar? do António Seguro? da Maioria dos deputados no
Parlamento? ou de outro canalha qualquer?
O Português reclama de quê?
O Português é assim:
1 - Coloca nome em trabalho que não fez.
2 - Coloca nome de colega que faltou em lista de presença.
3 - Paga para alguém fazer seus trabalhos.
4 - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
5 - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
6 - Suborna ou tenta subornar quando é apanhado cometendo uma infração.
7 - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até placas dentárias.
8 - Fala ao telemovel enquanto conduz.
9 - Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o t-movel dos amigos (me dá um toque que eu retorno...) - assim o amigo não gasta nada.
10 - Conduz pela direita e pelos passeios nos engarrafamentos.
11 – Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.
12 - Viola a lei do silêncio.
13 - Conduz bêbado.
14 – Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
15 – Deita lixo nas ruas, nas calçadas nos jardins.
16 - Usa atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
17- "Usurpa" luz, água e tv a cabo.
18 - Regista imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
19 - Compra recibos para abater na declaração das finanças para pagar menos imposto.
20 - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.
21- Comercializa objectos doados nessas campanhas de catástrofes.
22 - Estaciona em espaços exclusivos para deficientes.
23 - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
24 - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
25 - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
24 - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do autocarro, sem pagar passagem.
25 - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objectos, como clipes, envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.
26- Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
27 - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
28. - Quando encontra algum objecto perdido, na maioria das vezes não devolve.
E quer que os políticos sejam honestos....
Escandaliza-se com a corrupção dos políticos, o dinheiro das cartões de credito, das despesas nas passagens aéreas e da estadia no estrangeiro...
Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não?
O Português reclama de quê, afinal?
E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adoptarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!
De Um poema muito bonito para lerem a 9 de Fevereiro de 2012 às 19:57
Elevem o vosso espírito!
"Mar sonoro,
mar sem fundo,
mar sem fim,
A tua beleza aumenta,
quando estamos sós.
E tão fundo, intimamente,
A tua voz revela
o mais secreto
bailar dos meus sonhos
E que momentos há
em que suponho
Seres um milagre
criado só para mim..."
- Sophia Mello Breyner Andresen -
Só mais uma sugestão: leiam as «Bem-Aventuranças»!
De RCARDOSO a 22 de Março de 2012 às 11:41
É claro que quem escreve isto é um desses trans-oceanicos que se julga o maior, convencido e arrogante, incapaz de olhar para a sociedade onde vive. Como diria um distinto politico português " vá à bardamerda..."
De gonçalo bulhosa a 7 de Abril de 2012 às 22:57
Cara Senhora Reis,
que eu saiba não tenho clube de fãs e garanto que não encomendo a minha defesa a terceiros (excluindo representantes legais, como é óbvio).
Terei certamente vários defeitos mas o de não ter “tomates” não figura nesse elenco, isto chamando os “bois pelos nomes” e utilizando a sua literacia.
Confesso que não me recordo de ter privado consigo no “social literário”, seja lá o que isso signifique. Cruzámo-nos no máximo um par de vezes quando cumprimentava o seu marido, por quem nutro simpatia, e esse, sim, conheço socialmente há já alguns anos.
Não creio, por isso, que possa afirmar que me conhece.
Alivia-me que não se oponha ao meu “regresso”. Pergunto-me o que a levaria a pensar que alguma vez desejaria ser seu editor, muito menos contar-lhe histórias (… quais?), enviar-lhe mensagens (…quais?) ou persegui-la (…porquê?). Que imaginação fértil! Onde será que encontrou tanta inspiração?
Acresce que não fugi nem fujo de coisa nenhuma!
Há muito tempo me habituei a que me rotulem.
Neste jogo de espelhos, isolar a imagem original é tarefa árdua. E assim, muitas pessoas tomam partido fácil sem saberem do que falam. O seu caso é gritante.
O que sabe de mim, com fundamento sério e isento, para me julgar? Desafio-a a dar “os nomes aos bois”.
Permita-me um conselho: perca menos tempo a opinar sobre o que desconhece na totalidade.
Enfim… não resisto a uma pequena farpa: sobre a edição de texto, tem razão não é tarefa para todos, quando escrever de novo, mesmo promovendo a calúnia, faça uma revisão tipográfica mais exigente. Só fica bem a uma escritora tão relevante como a Senhora.
Gonçalo Bulhosa “o próprio”
Caro Gonçalo Bulhosa
Vamos pôr as coisas como eu as vejo, o Gonçalo fará como entender. O seu comentário é muito mais ofensivo e deselegante que o meu, mas cada um sabe de si. Infelizmente para si, o caso do FSC foi-me dado a conhecer por um advogado, aliás, como explico, por ter uma situação similar com a Quidnovi. O caso que o maça muito - a sua relação amorosa passada (que eu desconhecia até ao princípio deste ano, como desconhecia quem foi o namorado da Nayma durante 4 anos, para dar outro exemplo) - é-me igualmente indiferente, não gosto de assédio, não o acusei de nada, apenas disse e mantenho que não o quero como editor, que mande mensagens ou outra coisa qualquer, de que natureza for, para sublinhar que não tenho uma relação consigo. E nunca tive e não terei, apenas aquela que é socialmente correcta, por ter sido educada assim. Sou uma pessoa que se preza por ser bem educada, fui ensinada à moda antiga, por isso me despeço das pessoas com cuidado, como deve ter comprovado hoje. Não gosto de chatices, para sermos directos, não faço ideia porque é que teve de me dizer hoje, em plena feira do livro, que tem tomates (fico contente por isso), nunca pensei que não os tivesse. Não tenho de ouvir nada da sua boca, encontrei-o socialmente, como bem diz, na companhia do meu marido. O meu marido, aliás, a quem se deu ao trabalho de escrever para esclarecer o quê? Não se preocupe tanto com a sua imagem que não vale a pena. Digo-lhe eu. Somos todos contra certas atitudes, deduzo. É uma questão de humanismo e de civismo, parece-me. E eu não sou uma escritora relevante, se por mero acaso quer usar esse rótulo. Sei que ando a trabalhar há 25 anos, sei como as coisas se fazem e, para lhe ser franca, não só é escusado o tempo que perdeu comigo, como é ridículo negar aquilo está na justiça e é público. Azar, porque depois da cena de hoje, tive o cuidado de apurar junto das autoridades se foi ou não condenado. E foi. Pode ter feito desaparecer a empresa, pode ter tido imenso azar, podem ter acontecido uma série de coisas que atrapalham a vida das pessoas. Ninguém melhor do que eu para compreender tudo isso. Tenho uma empresa há 15 anos. Não é fácil. Há formas e formas de resolver problemas, há pessoas que nos ajuda Se o que FSC escreve é mentira, bastaria fazer prova do mesmo, ora aqui não vejo prova alguma de esclarecimento a esse nível. Quanto ao facto de ser editor desde 1999, como fez questão de me dizer hoje na feira do livro, eu cá posso dizer que trabalho desde 1988, portanto escusamos de puxar pelos pergaminhos. Já fiz mais do que senhor, muito mais, incluindo por autores que foram editados em chancelas onde trabalhou. Nunca fui antipática, nunca fui desonesta, li o comentário do FSC, soube das chatices que existiram entre si e uma pessoa que me encomendou trabalho na Leya e ponto. Dito isto, sim, é certo que tenho uma visão parcial da coisa, nunca neguei, mas nunca me coloquei aqui como juiz de qualquer causa. Tenho o direito de dizer que não o quero como editor, já que está a trabalha na empresa onde publico, tenho o direito de me insurgir contra o princípio incorrecto do assédio praticado por quem for, tenho o direito de dizer que ética leva acento, que há uns anos atrás não se escreve e mais uns tantos direitos. Além disto, tenho ainda pouco tempo para este tipo de situações e uma vez que há formas e formas de esclarecer as coisas, aqui fica: disse-me que sentia que a sua honra tinha sido afectada. Pois eu sinto que a minha também. Deve ser comum nos comentários das caixas de blogues. Não é um jornal, não precisamos de confirmar fontes, logo as coisas são escritas espontânea e livremente. Se me quiser processar por difamação, faça o favor. Não tenho qualquer problema com isso. Como compreenderá, é-me fácil conseguir um rol de pessoas para testemunhar a meu favor, pelo menos no que respeita ao meu carácter. Como compreenderá, quando me despedi das pessoas da feira, não o exclui por educação. Nem nunca o faria. Por educação. Simplesmente. Quanto à revisão dos textos, meu caro, leia todos os comentários, todos têm erros. A net não é um livro, pois não? Espero que tenha uma vida boa.
P.S: O valor que devia ao FSC era baixo e foi depositado na semana passada na conta do mesmo. Acabei de saber pela polícia.
E, já agora, obrigada por dizer que tenho imaginação.
De Gonçalo Bulhosa a 28 de Abril de 2012 às 23:18
Cara Patrícia Reis
Considerando o que opinou sobre mim neste blogue, não compreendo como, na feira do livro, por sua iniciativa, me cumprimenta com um inusitado ‘Olá Gonçalo’ e dois beijos.
Nos blogues, segundo diz, ‘as coisas são escritas espontânea e livremente’. No mundo real, essa liberdade exige a responsabilidade de quem escreve.
As suas outras considerações não merecem mais comentários.
Gonçalo Bulhosa
Caro Gonçalo
Disse boa tarde a todos os presentes. Sei perfeitamente distinguir uma situação institucional e pública de diferenças partilhadas em blogues ou twitter ou emails ou o que for.
Eu assumo as responsabilidades todas do que digo ou escrevo, por isso lhe disse que, se for caso, faça o favor de me processar que até acho uma certa graça.
Teremos que concordar que discordamos da forma como entendeu o meu comentário anterior. Pouco importa. Não escreve uma linha neste seu comentário que possa esclarecer ou fazer prova do que for. É indiferente. Da próxima vez, como compreenderá, sendo uma ocasião institucional ou não, tratarei de meter a boa educação no saco. Não precisa de me falar, tratarei de não o cumprimentar, mesmo que seja melhor para a imagem da Leya, já que sou autora da Dom Quixote, editora que está inserida no grupo. Patrícia Reis
O livro de reclamações e o poema são porreiros, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, porventura nunca ninguém vos deveu dinheiro. Ainda bem. Conseguem brincar. Não é o meu caso, não é o caso de FSC, por isso podem desvalorizar à vontade e quanto a recomendações literárias, obrigada, já conhecia o poema e já li a segunda sugestão e mais umas coisas. Bom fim de semana
De RCARDOSO a 22 de Março de 2012 às 11:34
Irritada?? E que tal adquirir um novo kit de "Não perca o sentido de humor". Bhaaaaahhh coisa horrorosa, como diria Agildo Ribeiro.
De gonçalo bulhosa a 8 de Abril de 2012 às 13:52
PARTE I
Caro Sr. Costa,
Não tenho os seus dotes de escriba mas tentarei o meu melhor.
É verdade, sou o único responsável pela falência de uma editora que infelizmente deixou dívidas a (poucos) fornecedores, (alguns) colaboradores e a (raríssimos) autores.
Apesar do alarido, sei bem que apenas um cêntimo em dívida não diminui em nada a minha responsabilidade.
Conheço outras editoras que faliram estrondosamente e não me recordo de ver os seus responsáveis serem difamados desta forma em praça pública.
Sr. Costa, não seja ridículo e não confunda a modesta editora Palavra com o Goldman Sachs nem a minha “pequena” pessoa com o Madoff .
Ao contrário de muitos que protegem o património, salvaguardam o dinheiro e agem de consciência leve, eu não o fiz. Muito pelo contrário. Fique claro, a tentar salvar a Palavra e honrar os meus compromissos, investi todas as minhas poupanças e património. Mesmo assim, não consegui. Foi o único fracasso da minha vida profissional e espero não repetir.
A Justiça não conseguiu encontrar-me? Para que registe, nunca andei em “parte incerta”. Entre 2001 e 2008, vivi sempre no nº 479 na Av. da Dinamarca, Estoril, e dessa data até 2009 no Rio de Janeiro, R. Marquês de Olinda, 80, 103 Botafogo .
Regressei a Portugal e nos últimos anos tenho vivido em Sintra mais concretamente no nr . 1 da Calçada de Sta . Bárbara, Penedo. Também foi público o projecto cultural a que estive ligado assim como o endereço do escritório. A defeito de outros meios, desde 2008, mantenho uma página facebook com mais de 900 pessoas adicionadas, algumas das quais o Sr. Costa conhece bem. O meu e-mail é público e o meu nº de tlm foi o mesmo até há 1 mês atrás. Se não conseguiu encontrar-me, está explicada a sua versão sobre a tal incapacidade do oficial de justiça.
Comecei a trabalhar nos livros em 1985, quando o Sr. Costa ainda brincava com carrinhos. Editei o primeiro livro em 1996 e o Sr. Costa foi o único autor (em centenas que publiquei) que alguma vez me processou.
No entanto, reconheço que a razão jurídica e técnica do processo foi inquestionável: a Palavra não lhe fez a devida prestação de contas como era de sua obrigação e como tão indignado vocifera.
Colocou-me um processo do qual faz suficiente e cansativa publicidade. Acrescento alguns pormenores para enquadrar tanta verve.
Sim, Sr. Costa, os seus direitos de autor ‘milionários’ já foram MAIS que pagos! Em 2010 pela minha sócia (com a relevante posição de 1% da sociedade e sem responsabilidades de gestão). Aliás, a minha sócia (tão maioritária…) é uma pessoa que a sua mulher conhece bem… mas à sua mulher, já lá vamos.
Sobre este pagamento, sendo o processo público, não será difícil constatar esse trâmite.
Se alguma dúvida existir, fale com o seu advogado ou contacte o Dr. Jaime Medeiros no escritório de advogados Coelho Ribeiro e Associados.
Já agora, mal aconselhada pelo advogado da época, porque não tinha a obrigação legal de o fazer, a minha sócia, repito em 1% e sem responsabilidades de gestão, liquidou os direitos reclamados pelo Sr. Costa (sem o meu conhecimento e para me proteger numa fase muito difícil da minha vida). Pagou pelo número de livros colocados e não pelos livros efectivamente vendidos que, no caso são coisas diametralmente diferentes.
Fosse hoje, o Sr. Costa teria recebido todos os seus direitos sobre os duzentos e tal livros que realmente vendeu. Os remanescentes milhares de exemplares que estavam em armazém ser-lhe-iam oferecidos com todo o agrado e entregues gratuitamente em paletes à porta de sua casa.
De gonçalo bulhosa a 8 de Abril de 2012 às 14:06
PARTE II
A verdadeira ‘Campanha’ do Sr. Costa não passa de uma mera vingança de estimação.
Pelo “seu” livro ter sido ignorado pelos media e sobretudo por não ter conseguido o protagonismo que tanto ambicionava.
Erro meu ter aceite o pedido da mulher do Sr. Costa, então minha assistente, para editar aquelas opiniões. Este sim, foi um autêntico instinto suicidário.
Confidenciou-me na altura uma fonte próxima de Mário Soares que o mesmo nem sabia quem era o Sr. Costa. E que questionado sobre a figura, disse ter a vaga ideia de um rapaz que se plantava à porta de sua casa para conseguir um simples testemunho. Em vão.
Sr. Costa, ambos sabemos que as razões que levaram ao acordo mútuo de rescisão de contrato entre a Palavra e a sua mulher é outro motivo do seu inflamado ressabiamento contra a minha pessoa.
De facto, o emprego na Palavra era confortável à mulher do Sr. Costa. Sobrava-lhe tempo para prestar serviços à empresa de um amigo, à margem das suas responsabilidades na editora e usando os meios da mesma em favor de terceiros. O Sr. Costa sabe bem a quem e a que empresa me refiro.
Não vou detalhar o tratamento de privilégio que usufruía na Palavra por exemplo quando o pai adoeceu. Nem muito menos, quando dois anos antes, me empenhei pessoalmente com a administração da anterior Asa para que não fosse dispensada quando padecia de uma doença grave.
Não o fiz para me agradecerem, mas é curioso como a memória é selectiva!
Adiantando, recordo-lhe, a rescisão foi de mútuo acordo e a sua mulher recebeu tudo o que lhe era devido até ao mais ínfimo tostão.
Sr. Costa, um destes dias, a Justiça também pode bater-lhe à porta. Mas a sua mulher que não se assuste. Pela minha parte, a justiça só o acusará a si de difamação.
Está dito. Não volto a dizer. A não ser em tribunal.
Gonçalo Bulhosa
Comentar post