Quinta-feira, 4 de Abril de 2013

Não aprendemos mesmo nada

"No quadro da problemática desta moção de censura é previsível que o Governo não deixe de insistir no seu leit motiv predileto: "o PS não é alternativa". Se assim fizer, significa que renunciou a procurar fazer a prova positiva da sua capacidade e do acerto da sua ação".

"A coligação governamental já colocou o país em situação bem pior do que o havia recebido".

"O Governo não está à altura do momento grave que o país atravessa e mesmo em relação ao seu próprio programa (que o PS oportunamente criticou) foi fácil demonstrar que não está, minimamente, a cumpri-lo".

"A incapacidade governativa para resolver os problemas básicos está a arrastar Portugal para um impasse inevitável e a conduzir os portugueses para posições de profundo desencorajamento ou, o que é ainda pior, de desespero".

"O PS tem tido sempre uma posição responsável, pondo como lhe cumpre, as exigências nacionais acima dos interesses meramente partidários".

"Porque é uma exigência nacional mudar de política e mudar de Governo. Para que Portugal possa caminhar e os portugueses se reencontrem com a esperança".

 

As citações acima são do debate sobre a moção de censura. Não o de ontem, mas o que aconteceu em fevereiro de... 1982. O secretário-geral do PS, autor da moção de censura, era Mário Soares, o Governo (AD) censurado era o de Pinto Balsemão. Fora essas diferenças, o resto, como se lê, mantém-se igual. Andamos aos círculos.

publicado por Cristina Figueiredo às 12:56
link do post | comentar | favorito

apresentação

Tudo o que sobe também desce

Conheça a história do ascensor aqui.

autores

pesquisar

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

arquivos

subscrever feeds