Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

Cirque du Belén

O Natal já passou e o Cirque du Soleil, que costuma brindar os portugueses com espectáculos natalícios, já lá vai. Mas as acrobacias voltaram a Lisboa lá para os lados de Belém. Aníbal fez "A" acrobacia-mor. Nenhum elenco com mais de cinquenta artistas e músicos de 17 países diferentes conseguia o que Aníbal conseguiu.

 

Aníbal ia fazer o maior número de Synchro Trapeze de sempre, mas nem por isso estava nervoso naquele fim-de-tarde de sexta-feira. Agarrou-se ao trapézio, tomou balanço e, com uma roupa extravagante que lhe aumentava confiança, saltou de um baloiço para o outro, qual trapezista oriental.

 

Voando entre as mãos estendidas dos outros que o miravam nos baloiços de corda, Cavaco enrolou-se numa múltipla pirueta a 18 metros do chão, número muito arricado mesmo para um saltador experiente. Seguiu-se um encarpado de pernas flectidas sincronizado ao ritmo da música que lhe dá alento e voou em espectaculares cambalhotas, piruetas e flic-flacs, até aterrar numa barra estreita num equilíbrio que só um grande artista consegue alcançar.

 

Assim que os pés do Mestre de Synchro Trapeze pousaram na barra, pés e mãos em "V", Aníbal culmina a sua piruetada mágica sacando de um cartaz que rapidamente ergueu em cima da cabeça coberta de brilhantina. Num néon luminoso lia-se a seguinte frase: «é "da" em vez de "de"».

 

O público hesitou, não compreendeu bem o que quis transmitir. Mas logo uma parte da plateia começou a gritar "muito bem, muito bem"! Outros aplaudiram. Alguns perguntaram "mas de onde é que ele sacou aquilo?”

 

Para estupefacção até dos próprios treinadores e família, Aníbal tinha surpreendido com o número daquela tarde.

 

No final do espectáculo, o Synchro Trapeze Master não quis dar entrevistas nem sequer autógrafos aos seus fãs.

 

Escreveu, nessa noite, um curto post no Facebook. Apenas com a frase: "I'm DA Master! Lol!".

 

 

publicado por Ana Catarina Santos às 18:01
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2013

As passas estavam maradas

O Governo mandou abrir um inquérito para tentar apurar em que mercearia Maria e Aníbal compraram as passas deste ano. A mensagem presidencial de dia 1 de Janeiro só pode ter uma explicação: "as passas que ele comeu à meia-noite estavam maradas. Só pode!", disse fonte do Governo, que preferiu o anonimato, ao Elevador da Bica. 

O inquérito para apurar quem foi o vendedor das passas que deram a volta à cabeça de Cavaco está a decorrer com urgência. O Elevador da Bica sabe que já há equipas especiais da ASAE preparadas para intervir assim que for identificado o autor moral deste episódio e admitem "selar e mandar fechar a mercearia em causa". 

Nos corredores de São Bento a estupefacção é geral. Fontes próximas de Passos Coelho confessaram ao EdB que está também a ser feito "um rastreio a todas as smart-shops das redondezas da Travessa do Possolo". A hipótese de as passas terem sido adquiridas numa smart-shop não está, assim, excluída. Fontes do PSD adiantam que este discurso presidencial contribuiu bastante para que a bancada laranja apressasse as propostas legislativas para apertar a fiscalização ao que se vende (e a quem) nas  smart-shops. 

Um especialista em consumo de cogumelos mágicos ouvido pelo EdB afirma que "se o mano consumiu passas da smart-shop, nem precisou de ter engolido as doze, bastaram umas quatro ou cinco para ter ficado a alucinar!" 

 

 

publicado por Ana Catarina Santos às 11:48
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

A mentira de Cavaco

Deixa cá ver o cheque da reformazinha...

 

Está tudo maluco. O sr. Presidente diz que os 1300 euros de reforma da Caixa Geral de Aposentações não lhe permitem pagar as despesas, coitadinho. O sr. Presidente nesta triste declaração - que os portugueses que estão a passar dificuldades vão adorar -, omite deliberadamente o valor da sua pensão do Banco de Portugal. Diz que prescindiu do vencimento de Presidente, que supera os sete mil euros. Mas, como é evidente, só o fez porque a soma das suas reformas supera este valor. Uma pequena omissão, uma grande mentira. Não estamos em tempos de andar a brincar com coisas destas. O sr. presidente devia pintar a cara de vergonha e pedir desculpa aos portugueses, não pela ofensa, pobrezito, de não ter dinheiro para pagar as despesas. É porque mentiu.

 

Correcção: Afinal Cavaco diz que não sabe quanto vai receber do Banco de Portugal. Mas devia ter dito quanto era o valor total das suas pensões (140 mil euros/ano), para as pessoas perceberem a ordem de valores de que estamos a falar. Se optou pelas reformas em vez do vencimento, era porque totalizavam mais do que os 7 mil euros mensais que recebe em Belém. O choradinho não lhe fica bem. Há uns anos, Cavaco já tinha omitido, voluntariamente, a questão das acções do BPN, numa resposta ardilosa ao Expresso e num comunicado. Foi como mentir. Esta explicação, se não for a mentira de que o acuso acima, trata-se de uma omissão grave, e de uma ofensa aos portugueses que estão no desemprego (com menos prestações), que são funcionários públicos e perderam os subsídios. Agora percebemos porque é que não se devia pedir mais sacrifícios aos portugueses.

 

ADENDA: O Público diz aqui que Cavaco recebia cerca de 10 mil euros mensais de pensões.

publicado por Vítor Matos às 17:02
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Terça-feira, 29 de Novembro de 2011

Mário Soares: o político não se assume

 

 

Aos 87 anos não se devia desperdiçar tempo. Foi o que Mário Soares fez com o livro que apresentará amanhã: “Mário Soares, um político assume-se – ensaio autobiográfico, político e ideológico”. O esforço é vão, o resultado sofrível, espreme-se muito e sai pouco. Soares argumenta que o livro não é de memórias, como disse hoje a Ana Sá Lopes na entrevista ao i. Não quer ser julgado como um memorialista, então será julgado como um não-memorialista. "Não é um livro ressentido", afirma. Nem o contrário. É um livro sensaborão escrito em meias tintas por um homem que nunca foi de meias tintas. Uma desilusão.

 

Posso dizer isto, porque peguei no livro novo apenas uma semana depois de ler de empreitada os três volumes das entrevistas a Maria João Avillez, mais “A Última Campanha” do Filipe Santos Costa, mais os “Contos Proibidos do PS” de Rui Mateus”. Isto torna a leitura deste “ensaio” absolutamente inútil. Mário Soares e outros políticos portugueses têm um dever para com as gerações mais novas, que é contarem o que sabem, assumirem de facto que fizeram, interpretarem e até justificarem os erros, darem-nos significado para sucessos, e oferecemrem-nos uma leitura de adversários e companheiros. Soares já fez muito. Deu-nos uma fundação cheia de documentos, mas agora podia ter partilhado uma visão do mundo através das experiências da sua vida extraordinária, uma das mais extraordinárias do século XX português. Invejável: uma vida que valeu tanto a pena ser vivida, para um livro tão pobre.

 

 

Não tem revelações que tornem a leitura obrigatória, nem reflexões ideológicas sobre cada momento histórico vivido e testemunhado pelo protagonista que tragam uma novidade ou suscitem espeicial interesse. O homem que 37 anos depois de ter combatido a revolução – e de ter sido o primeiro menchevique da história europeia a vencer os bolcheviques –, defende hoje no i que, “se a Europa não muda terá de haver uma revolução”. Uma revolução? De que tipo? Tipo PREC? Não explica. Não se percebe. É em tudo contraditório com a sua vida. Partindo do princípio que Soares não terá nem tempo nem cabeça para revelar em memórias futuras o que não revelou até aqui, este texto é de um político que não se assume, ao contrário do que nos engana o título.

 

Eis apenas uns pequenos exemplos daquilo que Soares não assume no volume “um político assume-se”.

 

- Não assume a descolonização – há quem o odeie por isso –, nem deixa para a posteridade um testemunho sobre as circunstâncias em que a descolonização aconteceu: Soares conta e enumera uns episódios dispersos da sua actividade como MNE nos governos provisórios, mas não assume, por exemplo, a descolonização da Guiné-Bissau com a clareza com que o faz nas entrevistas a Maria João Avillez (onde mesmo assim fica muito por contar). Também não explica por que diz (nas entrevistas a Avillez) que o processo de descolonização lhe fugiu das mãos para os militares do MFA, alguns deles afectos ao PCP.

 

- Não assume as políticas que seguiu durante o Bloco Central: dedica apenas oito páginas ao tema, nunca fala de como geriu a intervenção do FMI em Portugal, nem das dificuldades da Governação, nem da fome, nem dos salários em atraso, nem dos protestos e da maneira como lidou com eles, nem dos sacrifícios que exigiu aos portugueses para salvar o país da bancarrota. Em vez de deixar um testemunho político sobre a sua experiência de governação em duas situações dramáticas (1978 e 1983), prefere hoje dizer ao i: "Alguém aceitará que tecnocratas estrangeiros, de várias procedências, governem o nosso país? Mas por que carga de água?" A senhora Ter-Minassian, que se saiba, não tinha nascido ali em Alcabideche...

 

- Não assume o chamado caso Emaudio: a Emaudio era uma empresa gerida pelos soaristas mais próximos de Soares, criada com verbas sobejantes da campanha presidencial do MASP I, depois de uma reunião na casa de Nafarros em 1986. O objectivo era criar um grupo de comunicação social afecto ao PS (ou melhor, a Mário Soares). Para cumprir esse objectivo, o então inquilino de Belém cortejou investidores estrangerios e recebeu no palácio presidencial visitantes tão ilustres como Sílvio Berlusconi, Rupert Murdoch ou Robert Maxell. Nem uma palavra sobre o que era a Emaudio, estratégias e objectivos, nem sequer para esclarecer ou contraditar o que Rui Mateus escreveu no livro “Contos Proibidos” aquela célebre edição da D. Quixote que esgotou em dois dias e nunca foi reeditada. Soares desfaz Rui Mateus em 19 linhas, chama-lhe de ignorante para baixo, coisa que não sei avaliar, mas deixa-me perplexo que tenha deixado nas mãos de tão ignóbil figura as tão importantes relações internacionais do PS, ao longo de tantos anos. Não explica. Nem enquadra aquilo (caso Emaudio) que desaguará de forma muito intrincada no famoso “caso fax de Macau”.

 

- Não assume o tipo de relação que teve com Cavaco Silva: era interessante deixar como testemunho político a justificação da sua actuação como Presidente da República, sobretudo no segundo mandato, dizendo aquilo que verdadeiramente pensa de Cavaco e não diz: que é uma figura sem espessura, sem mundo, sem conversa, sem interesse, sem leituras de jeito para além dos livros de economia. Podia contradizer as acusações que Cavaco lhe faz na “Autobiografia”, justificá-las politicamente e dar-lhe um sentido à luz do que se sabe hoje, mas não. Soares prefere a hipocrisia.

 

É uma pena. Já não está em idade para isso. Aguardo com interesse uma biografia bem feita por um jornalista descomprometido.

publicado por Vítor Matos às 15:16
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Quarta-feira, 9 de Março de 2011

O PR declarou guerra:devia dissolver a AR ou demitir o Governo

Estão abertas as hostilidades. O Presidente República fez tudo ao contrário do que escrevi aqui. Ainda bem. Em tempos turvos é preferível a clareza. Abriu uma guerra nunca vista (desde Eanes) entre um PR e um Governo. Nem Soares o fez com esta violência no Parlamento. A reacção de Francisco Assis é tão histórica quanto a dureza do discurso de Cavaco. A única consequência lógica destas palavras devia ser a demissão do Governo ou a dissolução da Assembleia. Nem na campanha eleitoral Cavaco foi tão agressivo. Nem Passos Coelho vai muitas vezes tão longe. A moção de censura do Bloco amanhã é um péssimo momento. Este discurso abria caminho a uma moção de censura da direita que seria sempre apoiada pelo menos pelo PCP. Vai ter de aguardar.

 

Há frases arrasadoras. A incompetência: "Não podemos correr o risco de prosseguir políticas públicas baseadas no institnto ou do mero voluntarismo".  O direito à indiganção (que ironia): "É necessário um sobressalto cívico". A desorientação do Governo: "É urgente encontrar soluções, retomar o caminho certo e preparar o futuro". A corrupção: "Emergiram sinais de uma cultura altamente nociva assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públcos"

 

José Sócrates é um cadáver adiado. Será que o PSD e o CDS vão repensar o voto de amanhã? (Claro que não, mas em virtude disso vai ser um debate giro)

 

 "O Parágrafo" que o Bruno transcreve aqui em baixo é apenas a válvula de escape impossível. Sócrates nem se afasta nem é coligável. É uma questão de tempo... eu diria que pouco.

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publicado por Vítor Matos às 17:37
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O magister activo

 

Hoje vamos descobrir o que será essa magistratura activa de Cavaco 2.0. Se agora é activa, pressupõe-se que a magistratura anterior do Presidente foi passiva. Sendo assim menos passiva, teremos mais agitação para os lados de Belém. Resta saber se toda essa acção vai gerar movimento. É que às vezes há muita acção sem movimento, que gera ainda mais passividade no País e muita confusão entre os políticos. O sr. Presidente há-de elucidar-nos em relação a isso, se conseguir desatar os nós que lhe dificultam o discurso de hoje.

publicado por Vítor Matos às 10:27
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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

O papel! Qual papel? O do Cavaco. Qual papel?

Foto do i

A boca cheia de bolo rei... Década e meia depois, pelo menos Cavaco Silva não finge. Cavaco não fala porque não quer falar e dá-se ao luxo de não falar só porque não quer, o que lhe fica pior do que falar de mandíbula atulhada de massa.

As notícias da Visão a semana passada e a de hoje, provam que os vizinhos de Cavaco e aqueles com que fez negócios tinham de nascer duas vezes para serem tão honestos quanto ele.

Podíamos falar da escritura pública da permuta da Gaivota Azul. O papel desapareceu. Mas o problema de base é o papel de Cavaco que não está em vias de desaparecer porque tudo indica que será reeleito. O Presidente acha-se acima dos outros. Acha que não tem de dar explicações sobre aspectos mal explicados da sua vida. Não fala porque não lhe convém, claro, em campanha. A um Presidente exige-se mais do que a um cidadão comum, ele deve clarificar todas estas questões para que não reste uma dúvida sobre os estranhos mistérios do seu património.

Caso contrário, caminha a passo acelerado para ser mais parecido com José Sócrates do que ele gostaria, e do que nós precisaríamos.
publicado por Vítor Matos às 00:07
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Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

Uma promulgação de uma lei vergonhosa é uma vergonha

A nova lei do financiamento partidário é uma vergonha e mais uma razão para desconfiarmos profundamente dos políticos e dos partidos.

A promulgação por parte do Presidente é outra vergonha, que parece ter medo de vetar uma lei escandalosa por estar em campanha eleitoral.

Parece que está tudo ao contrário neste país.

(voltarei ao tema)
publicado por Vítor Matos às 15:19
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Domingo, 20 de Junho de 2010

Cavaco no funeral ofendia Saramago

A polémica sobre a ida ou não de Cavaco Silva ao funeral de José Saramago é ou estéril ou hipócrita. Cavaco é Presidente da República e tem deveres como tal. É verdade. Mas coloquemos a questão onde ela reside de facto: a ida de Cavaco Silva ao funeral de Saramago seria uma hipocrisia lamentável. O defunto desprezava-o profundamente. Saramago jamais desejaria tê-lo por perto no último adeus, fosse como Presidente ou apenas na pele de fulano de tal. Quem tem bom senso, não vai a funerais onde a sua presença ofende a memória do defunto.
publicado por Vítor Matos às 23:24
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Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

A penitência de Cavaco

Para os católicos conservadores, Cavaco não chega. Ele é católico. Ele é conservador em matéria de costumes. Mas é insuficiente. Cem mulheres preferem Bagão Félix no Palácio de Belém. Santana Lopes também quer Bagão Félix, embora as suas razões contra Cavaco sejam menos católicas. Não deixa de ser uma grande injustiça contra Cavaco: ele vai à missa todos os domingos aos Salesianos de Campo de Ourique; ele foi sempre contra mexidas na lei do aborto; ele foi sempre contra a nova lei do divórcio; ele foi sempre contra esta fórmula dos casamentos gay; ele sempre abominou a todas as agendas fracturantes. Com uma fragilidade: foi sempre mais vago do que veemente nas suas tomadas de posição nestas matérias, mesmo antes de ser PR.

Mas pecou: promulgou o aborto depois do referendo, o fim do divórcio litigioso, os casamentos gay. Os católicos que suspiram por um candidato oficial da Igreja nem sabem o mal que estão a fazer à sua própria causa. Vivemos numa democracia com regras e o lado contrário tem ganho. Paciência. Em democracia toda a gente tem direito à opinião, e mesmo num Estado laico a Igreja tem o direito de dizer o que pensa, sejam cardeais sejam leigos. Acontece que o PR não tem culpa de estas medidas terem sido aprovadas na vigência do seu mandato. É verdade que por uma questão de coerência consigo próprio, Cavaco devia ter vetado a lei dos casamentos homo. O discurso do não-veto-porque-não-vale-a-pena-que-nada-mudaria é uma declaração de impotência dos poderes presidencias. O problema é político. O veto valeria como uma tomada de posição política que agradaria a uma boa parte do eleitorado de Cavaco. Mas se olharmos para o assunto de forma utilitária, Cavaco é capaz de ter razão: o resultado seria o mesmo. Agora, a sua penitência é ter os ultra-conservadores a rezar por um candidato-conservador-oficial. Não deixa de ser irónico.

Ler este post do Francisco José Viegas.
publicado por Vítor Matos às 19:00
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