Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012

A soma de todos os medos

E quando menos se espera, apesar do panorama geral, deparamos com boas surpresas na imprensa portuguesa. Li este fim de semana a reportagem publicada na última Visão sobre o que se está a passar na Hungria. O título da reportagem do Paulo Pena e do Luís Barra é particularmente feliz e diz tudo: «Viagem ao fim da democracia».

 

Não façam confusão: é uma viagem curta, ali ao lado, à casa de um nosso vizinho da União Europeia, feito de gente como nós - 10 milhões, como nós -, pobre, como nós, sujeita a doses nunca imaginadas de austeridade, como nós, que vê fugir os jovens, como nós, e descrente e zangada com os políticos, como nós.

 

Mas também é uma viagem no tempo, porque nos mostra um futuro provável - muito provável -, em que a descrença se transfigura em apatia e rejeição da participação política, em que a frustração se vira contra inimigos imaginados (as minorias de sempre: judeus, gays, ciganos - sounds familiar?), em que o populismo avança de braço dado com a xenofobia, em que o poder se impõe contra o Estado de Direito e deita por terra garantias, direitos e todo o sistema de freios e contrapesos que identificamos com as democracias ocidentais.

 

Está lá tudo, num mix explosivo de irresponsabilidade, crise, austeridade, populismo, corrupção, leviandade, que acaba com o modo de vida da Europa como a conhecemos. É a soma de todos os medos: gente que se afasta da política para não se meter em problemas, "sondagens" informais às opiniões de cada cidadão, cruzamento de dados por um Big Brother informático sem controlo, perseguição a minorias, destruição de adversários - sejam eles juízes ou jornalistas -, tudo a coberto de uma nova constituição, legitimamente aprovada graças a uma maioria criada em laboratório por um sistema eleitoral inacreditavelmente distorcido.

 

Tudo ali ao lado e agora, convém repetir. Tudo na mesma União Europeia que acaba de receber o Nobel da Paz, convém lembrar.

 

Parabéns ao Paulo Pena e ao Luís Barra, por nos mostrarem tudo tão claramente, e parabéns à Visão por apostar numa reportagem que é tudo menos óbvia - porque custa dinheiro (custa sempre, mas custa mais nestes tempos) e não tem um retorno evidente em termos de impacto na edição. Mas olha para o que é importante e provoca um sobressalto. O bom jornalismo tem de ser isso mesmo.

publicado por Filipe Santos Costa às 15:05
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

Memória: Quando Soares era um Passos Coelho

 

Camaleão experiente, Mário Soares acha que o PS deve desvincular-se do plano da troika. Argumenta que a austeridade é excessiva. Considera os líderes europeus uns irresponsáveis. Se calhar, tem razão. Mas o interessante é ver o que Mário Soares dizia sobre a austeridade e o programa do FMI entre 1983 e 1985, quando chefiava o Bloco Central e tinha de aplicar o chamado "grande ajustamento". Dei-me ao trabalho de passar uma tarde na hemeroteca à procura das frases de Soares para a "Sábado" e, por estranho que pareça, encontrei palavras de Passos Coelho em jornais amarelos, na boca do velho primeiro-ministro. Moral da história: no poder tudo muda. Aqui fica, para quem quiser recordar.

 

Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”. DN, 27 de Maio de 1984

 

“Não se fazem omoletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”. DN, 01 de Maio de 1984

 

“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.” JN, 28 de Abril de 1984

 

“Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal”. Idem

 

“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível” RTP, 1 de Junho de 1984. Idem, ibidem

 

“A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós” RTP, 1 de Junho de 1984

 

“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”. Idem

 

“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”. Idem, ibidem

 

“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (...). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego”. JN, 28 de Abril de 1984

 

“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência... deve pura e simplesmente falir. (...) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade. Idem

 

“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”. RTP, 1 de Junho de 1984

 

“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”. 1ª Página, 6 de Dezembro de 1983

 

 “Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”. DN, 19 de Fevereiro de 1984

 

“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar” RTP, 1 de Junho de1984

 

“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.” Der Spiegel, 21 de Abril de 1984

 

“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”. RTP, 31 de Maio de 1984

 

 “A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço” La Republica, 28 de Abril de 1984

 

“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”. Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984

 

“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro-ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuais” JN, 28 de Abril de 1984

 

“Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”. RTP, 1 de Junho de 1984

 

“Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”. 6 de Junho de 1984

publicado por Vítor Matos às 13:50
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2012

Deixa ver se percebi: comprar a metade do preço é bom, mas só se o Pingo Doce não vender a metade do preço

 

Sempre tive uma perspetiva… digamos… simplista daquilo a que se convencionou chamar Pingo Doce. Sempre o encarei como uma rede de supermercados, onde se compram coisas várias – sobretudo produtos alimentares, mas não só. E, por ter esta perspetiva simplista, frequento estes supermercados (como outros) seguindo critérios igualmente simplistas: preço, qualidade da oferta e do atendimento. Mas sobretudo preço.

 

Na hora de pagar, eu – e mais uns quantos portugueses, parece-me – nunca chorei lágrimas de crocodilo em memória dos produtores cujas margens de lucro foram esmagadas. Não é que me esteja a borrifar para isso: constato simplesmente isso nunca condicionou a minha escolha por este ou aquele supermercado.

 

Em todo o caso, nunca entram lá em casa fruta, legumes, peixe ou carne comprados em supermercado. Não é por razões ideológicas ou outros altos princípios – é mesmo porque a fruta, os legumes, o peixe e a carne são melhores e/ou mais baratos na banca do Adelino, na feira das Galinheiras (se quiserem saber onde é, eu explico), na banca da Dª Açucena e no talho do Artur. Não consta que algum deles ande a espezinhar as margens de lucro dos produtores (que, por acaso – e mesmo por acaso! –, são quase todos nacionais; e na feira das Galinheiras são os próprios vendedores).

 

Da mesma forma, nunca decidi comprar o azeite e o esparguete aqui ou ali por causa das posições políticas do dr. Soares dos Santos ou do eng. Belmiro ou do senhor paquistanês do minimercado da esquina.

 

Assisto, por isso, fascinado à histeria nacional por causa da promoção de ontem do Pingo Doce. Mas isto sou eu, que nunca comprei nessas lojas por causa da musiquinha do anúncio, nem por causa da voz de cama do Rui Morisson, nem por causa das proclamações de responsabilidade social do Sr. Soares dos Santos nem por causa das juras de responsabilidade ambiental dos marketeiros de serviço. O Atum Tenório é mais barato no Pingo Doce ou no Continente? A promoção de Fairy vale mais a pena no Lidl ou no Minipreço? E o Nestum Mel? E a Super Bock? E o detergente? E o papel higiénico? As simple as that.

 

Para quem se guia por questões tão comezinhas, ontem o Pingo Doce era imbatível. Comprar por metade do preço? Eu bem quis. Mas as filas à porta do PD dissuadiram-me em dois tempos. Mas isto sou eu, que me posso dar a esse luxo.

 

Obviamente a promoção foi um sucesso. Obviamente ninguém pode criticar quem a aproveitou, sobretudo nestes tempos de penúria. Ah… mas espera lá… A promoção do PD era uma provocação política. E contrariava o que o Sr. Soares dos Santos tinha dito sobre não-sei-o-quê. E esmagou a margem de lucro dos produtores. E foi dumping. E isto. E aquilo.

 

Deixa ver se percebi: as pessoas poderem comprar a metade do preço é bom, mas só se o Pingo Doce não vender a metade do preço. É isto?

 

PS: Alexandre Soares dos Santos fez mais para conhecermos o estado do país com a campanha de ontem do que com toda a informação compilada pela sua Pordata. O problema é que deste retrato não gostamos.

publicado por Filipe Santos Costa às 19:31
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Da série Grandes frases de outros tempos que estão de volta (II)

Há cada vez mais mês no fim do ordenado.

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publicado por Filipe Santos Costa às 10:38
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

Twilight zone: Paulo Campos vai amanhã à Bolívia assinar convénio com Morales

 

 

 

 

 

Ele há coisas que não lembra:

 

O Governo está em gestão. O trio do FMI/UE/BCE já governa esta choldra ao milímetro. Os credores pedem sacrifícios, suor e lágrimas ao País. Não há dinheiro para nada, como dizia a Manuela Ferreira Leite.

 

Entretanto... há quem viva noutra dimensão:

 

Amanhã, Paulo Campos, secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, vai à Bolívia encontrar-se com Evo Morales para assinar um convénio de cooperação cientifica e tecnológica entre o Governo português e o Governo da Bolívia. Quem bebe chá de coca é o Morales, mas por cá é que não há bom senso.

 

publicado por Vítor Matos às 18:10
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Terça-feira, 19 de Abril de 2011

Juro que ouvi isto: os portugueses são os ingleses do continente

Constantino, um grego que fala 10 línguas e tem um português mais-que-perfeito disse-me esta coisa extraordinária há umas semanas, sentado numa das melhores pastelarias de Atenas: que os portugueses são demasiado rígidos, organizados e disciplinados.

 

"Os portugueses são os ingleses do continente", disse-me ele. "Estamos ali numa boa a beber uma cerveja, começam a olhar para o relógio e dizem: tenho de ir jantar e vão-se embora..." E depois explicou que isto era rigidez a mais e excesso e disciplina.

 

Ao ouvir isto senti-me muito sueco. Se fosse hoje, diria que me senti finlandês. Percebem porque é que a Grécia chegou lá primeiro? Nós antes de falir ainda fomos comer uma bucha...

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publicado por Vítor Matos às 09:43
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

Retratos da Grécia - os suicídios

 

Foto: VM

 

Estas gregas não são viúvas da crise mas podiam ser. São apenas religiosas ortodoxas. A Grécia é uma sociedade em decomposição. Basta arranhar um bocadinho a supefície numa conversa de café para perceber o âmago da alma grega pós-crise: gente normal por fora, profundamente deprimida por dentro Quase todos os gregos com quem falei estão mais pobres ou tornaram-se pobres. Alguns viviam como ricos ou viviam bem. O efeito do choque externo levou gente a depressões profundas, sem dinheiro para o psiquiatra. Quase todos com quem falei tinham a percepção de que os suicídios estavam a aumentar. Era verdade.

 

Os suicídios duplicaram na Grécia desde 2009. A média era de um por dia, mas em 2010 a média passou a dois, segundo um estudo de Kostas Lolis muito citado na imprensa, director da Clínica Psiquiátrica Sismanoglion. Os jornais populares dão o devido destaque a suicídios de pequenos empresários endividados presos em becos sem saída, que dizem adeus ao mundo cruel com cartas pungentes às famílias. A situação é especialmente aguda na Ilha de Creta. O Minotauro tem labirintos mais sofisticados no mundo moderno.

 

As chamadas para a linha de emergência 1018 contra o suicídio também duplicaram em 2010. Os países europeus que nos vão emprestar dinheiro estão divididos entre aplicar-nos um garrote insuportável ou uma sangria purificadora. Tudo mau. Tudo para doer, sofrer e expiar o pecado de querer ter sido alemão. Se a sociedade portuguesa se desestruturar como está a acontecer na Grécia, o nosso fatalismo será mais um nó do labirinto a favor do Minotauro.

 

 

 

Foto: VM

 

 

publicado por Vítor Matos às 15:44
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Retratos da Grécia - o Diabo do FMI

 

 Foto: VM

 

Talvez não valha muito a pena rezar para que a crise passe: o FMI não é filho de Deus, é Pai dos credores. A igreja ortodoxa grega, ou melhor, os mais ortodoxos entre a igreja ortodoxa, acham que é coisa do Demónio. Os ultras da direita nacionalista organizaram uma manifestação a um domingo com milhares de pessoas, uma surpresa para a fotógrafa grega que estava comigo. Fácil. O pessoal sai da missa, entra no autocarro e sai na praça Syntagma em frente ao Parlamento, segura nas bandeiras e grita: "Grécia é ortodoxia!" Foi o que me disseram que eles estavam a dizer.

 

Eu teria outra palavra de ordem : "Grécia é ortodoxia financeira!" 

Depois da baderna grega do "vê se te avias", ortodoxia é higiene básica.

 

A manifestação faria sentido se o Diabo não lhe tivesse entrado no corpo. 

Os protestantes ortodoxos manifestavam-se contra um cartão do Ministério das Finanças (muito semelhante ao nosso cartão do cidadão) para cada contribuinte registar num chip todas as suas transacções. No fim do ano, em vez de apresentar ao fisco 1600 facturas em papel, teria no chip os recibos digitais do cafezinho, da roupa, dos sapatos e refeições. Seria uma forma de combater a fuga ao fisco, porque na Grécia a economia paralela ultrapassa os 25%.

 

Problema número um: os cidadãos temem que o Estado saiba tudo sobre eles e têm razão. Os delirantes barbudos acham que o Governo vai vender a base de dados a multinacionais norte-americanas.

Um amigo mais realista dizia-me: "Eles são tão incompetentes que nem eram capazes de fazer isso!"

 

Problema número dois: aquele é um cartão do Diabo. Os padres ortodoxos descobriram, após profundas investigações com base na numeralogia bíblica, que os códigos de barras escondem o número da besta: "666". "Está nas escrituras, dizia-me um padre." 

 

O FMI é do demónio...

 

 

 

Foto: VM

 

publicado por Vítor Matos às 15:17
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Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Retratos da crise na Grécia

 

Foto: VM

 

A Grécia ficou assim nua, despida, com aquela pose ensaiada como se ainda estivesse bem vestida, patética como um novo-rico ou mais patética ainda como um novo-pobre.

 

Os manequins abandonados nesta rua de Atenas, frente a uma loja de velharias, são restos das lojas de roupa fechadas e falidas: muitas na capital grega, ruas inteiras em cidades de província.

 

Veremos em Portugal sinais desta decadência daqui a um ano? Nós abusámos, mas os gregos abusaram exageradamente: duplicaram salário dos funcionários públicos em apenas 10 anos, tinham uma função pública com uma média salarial de €1900 (o dobro do sector privado), os políticos contrataram eleitores em vez de boys, porque lá os deputados são eleitos em listas preferenciais (e cultivam sindicatos de voto), têm uma corrupção aberta e ainda pior do que a nossa, tudo pior.

 

Mas há coisas gregas em Portugal, como certas filosofias populares com sabedoria erudita: dizia um amigo grego de um amigo meu, que "os gregos são ricos, o país é que é pobre"...

 

publicado por Vítor Matos às 19:35
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2011

Check-list do enviado do FEEF/FMI

 

 

 

RECEITA PORTUGUESA SEM BACALHAU: 

 

- Corte da massa salarial da função pública em 15% a 20%

- Pressão para uma revisão constitucional que permita despedimentos colectivos no Estado

- Corte no próximo subsídio de Natal e ou de Férias no Estado (taxa especial sobre privados)

- Corte de 10% a 15% nas pensões acima de 1500 euros

- Congelamento de todas as pensões

- Criação de um tecto máximo para as pensões mais altas

- Aumento na idade de reforma

- Aumento das taxas de IVA

- Revisão das tabelas do IRS

- Oferecer um dia de salário à Nação [Força companheiro Vasco!]

- Aumento dos impostos sobre o tabaco e o álcool

- Privatizar o máximo possível de empresas públicas

- Alienar participações minoritárias do Estado e fim de golden-shares

- Vender património imobiliário

- Fechar e fundir mais escolas

- Flexibilizar o mercado de trabalho e facilitar despedimentos

- Reduzir a comparticipação em medicamentos

- Eliminação de benefícios fiscais

- Aumento do preço dos transportes públicos

- Aumento do preço das portagens

- Cortes de 20% nos consumos do Estado

- Fim da atribuição de viaturas no Estado a torto e a direito

- Redução do número de efectivos no Exército e reorganização territorial das tropas terrestres

- Redução do tempo no subsídio de desemprego e dos valores atribuídos

- Cortes nas obras públicas e cancelamento de contratos como o do TGV

- Reorganização do mapa do poder local, com o fim de muitos concelhos e freguesias e criação de outros

- Eliminação de centenas de empresas municipais

- Fim de múltiplos institutos públicos e fundações

- Cantar o Grândola Vila Morena antes dos jogos da selecção nacional

 

Daqui a uns três meses vamos ver se acertámos neste totobola que ainda assim não é muito criativo.

 

publicado por Vítor Matos às 10:57
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