Quinta-feira, 4 de Abril de 2013

Uma demissão exemplar...

... como exemplo do que não se deve fazer.

 

Timming: Se perder a licenciatura, Miguel Relvas é o primeiro ministro (sem hífen) que entra no Governo doutor e sai abaixo de senhor. O que quer dizer que devia ter saído muito mais cedo, logo pelos dias do escândalo do curso. Ia-se embora de forma exemplar, e saía como "um senhor". O primeiro-ministro escusava assim de se ter exposto desta maneira, mantendo em carteira um activo tóxico que baixou o rating de todo o Governo. Para este triste fim, mais valia tê-lo feito no princípio e talvez houvesse alguma hipótese de redenção.

 

Comunicação: A demissão de Relvas é mais uma prova da incompetência do Governo a comunicar, o que é a mesma coisa que dizer incompetência a fazer política no que a política tem mais de político: por isso é que a política se chama política e não outra coisa qualquer. Uma remodelação como deve ser, e uma remodelação nunca é um momento ideal devia ser como está nos livros: anuncia-se a saída de um ministro ao mesmo tempo que se anuncia o nome do substituto. Já passaram umas horas e ainda não há nome de substituto. Será este o último erro de Relvas? Não. Há mais.

 

O tom da comunicação: Miguel Relvas não resistiu ao auto-elogio. Está certo, pode perdoar-se essa fraqueza humana e normal num político. Já é mais duvidoso, no entanto, ter referido tudo aquilo que fez ao longo de cinco anos para alcandorar Passos Coelho, primeiro, à liderança do partido, e, depois, à chefia do Governo. Isto de dizer nas entrelinhas que foi ele quem fabricou o Pedro é verdade, mas há verdades que não são bonitas de dizer em certos momentos. Saiu mal.

publicado por Vítor Matos às 17:03
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2012

Promover Portugal lá fora

O exemplo de empreendedorismo deste tuga, que saiu da sua zona de conforto e mostrou ao mundo aquilo de que os portugueses são capazes quando não se acomodam e não são piegas, abre uma infinitude de possibilidades.

 

Depois do Tour de France, as expetativas para a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos estão, naturalmente, elevadas.

 

Mas lindo, lindo, digo eu, era a frase "Vai estudar RELVAS" num quadrinho, bordado em ponto de cruz, na exposição da Joana Vasconcelos em Versalhes. Desconfio que até o dr. Portas arranjava um subsidiozinho para essa ação de internacionalização das melhores tradições portuguesas, com um twist de contemporaneidade.

publicado por Filipe Santos Costa às 14:41
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