Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010

Toda a gente sabia mas ninguém fez nada, II

Notável, a mini-entrevista que Álvaro Almeida, presidente da Entidade Reguladora da Saúde, dá à "Sábado" que saiu hoje. À pergunta "por que é que a clínica [de Lagoa] estava 'fora dos circuitos normais de fiscalização'?", o regulador responde: "A fiscalização é feita por áreas geográficas no continente. E nunca fomos a Lagoa. Aquela clínica foi uma falha temporal: ainda não foi descoberta, o que não quer dizer que não viesse a ser."

Ficamos a saber que a clínica de Lagoa, apesar de se presumir que está incluida numa das áreas geográficas de responsabilidade da ERS, nunca mereceu a atenção dos burocratas, apesar de actuar às claras, por debaixo das barbas das autoridades, e sem licença. Simplesmente porque não estava nos "circuitos normais" que, por o serem, é óbvio que não serão as localizações escolhidas por quem quer fazer negócios à margem da lei.

Quantas mais clínicas estão nesta situação, longe dos "circuitos normais", à espera de serem descobertas e de escaparem a uma caricata "falha temporal"? De que precisam os burocratas da ERS para fazerem aquilo para que são pagos? Talvez apenas de um pouco de brio profissional e de muita vergonha na cara.
publicado por João Cândido da Silva às 15:34
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2 comentários:
De Vìtor Matos a 12 de Agosto de 2010 às 17:58
Um gajo que diz isto devia ser imediatamente demitido. A não ser que tb esteja fora dos circuitos normais de fiscalização...
De Manuel Brás a 12 de Agosto de 2010 às 19:16
Gente com bandulhos oprimidos...

Esses falhanços temporais,
facilmente assumidos,
são resíduos viscerais
de bandulhos oprimidos.

O estado de negação,
qual epidemia geral,
é feito de aberração
com forte teor visceral.

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