Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

Retratos do lazer em Roma, Itália

publicado por João Cândido da Silva às 22:52
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Retratos do lazer em Roma, Itália

publicado por João Cândido da Silva às 22:49
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Domingo, 21 de Janeiro de 2007

Uma atençãozinha

Quem ainda tem o hábito de pagar pela música que escuta e não aderiu, em regime de exclusividade, à prática dos downloads a partir de sites legais ou ilegais merecia receber um tratamento especial por parte das editoras. Não só porque continua a contribuir para as manter em actividade, como, sobretudo, ajuda a remunerar os músicos e quem os apoia no seu trabalho.
Se um CD, em Portugal, é um produto caro, em Itália o cenário ainda é pior. Por exemplo, as reedições de grandes clássicos da Blue Note dos anos 50 e 60 custam em terras lusas dez a 11 euros. Em Roma, a mesma mercadoria é vendida por cerca de 15 euros. Posto isto, pode concluir-se que os preços praticados em Portugal já incluem uma simpática atençãozinha em comparação com os valores praticados em lojas da capital italiana.

Não há como deixar o país por uns dias para que algumas coisas comecem logo a parecer melhores do que habitualmente.
publicado por João Cândido da Silva às 18:50
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...

Este artigo de Ricardo Dias Felner no Público de hoje responde às minhas dúvidas sobre os 500 mil euros do PSD gastos no referendo ao aborto, alegadamente para esclarecer melhor os cidadãos. É a prova de que não há campanhas assépticas. O PSD faz veladamente campanha pelo "Não". Devia assumi-lo, em nome da transparência.
publicado por Vítor Matos às 13:40
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Aristocracia americana

Suponhamos que Hillary Clinton bate Barak Obama nas primárias democratas e ganha as próximas presidenciais americanas... lamento, mas o facto de ela ser mulher, no seu caso é secundário. É mulher, sim, mas do presidente anterior ao cessante. E, já agora, o cessante é filho do que deu lugar ao marido desta. Se uma democracia tão grande e com tão grande ideia de si, é liderada durante 20 anos por apenas duas famílias, estamos falados. É uma perversão. Não é só nas monarquias que há sucessões dinásticas e aristocracias. Esta endogenia demonstra como pode ser distorcida uma democracia.
publicado por Vítor Matos às 12:44
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Socorro assimétrico - 2

Ontem houve mais uma notícia de um homem, em Odemira, que morreu por causa da lentidão das emergências. Desta vez, tudo demorou quatro horas. Mas esta não teria sido notícia se não fosse pela anterior - do outro alentejano que esteve sete horas à espera até morrer (ver post abaixo). Infelizmente, quem conhece o Alentejo sabe que estas situações não são notícia: são o quotidiano habitual de quem lá vive e morre. É triste, dramático e diz muito do país em que nos estamos a tornar (tenho por lá avós, pais e irmão, por isso não sou indiferente ao problema).
publicado por Vítor Matos às 12:16
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Em Roma, sê romano

No Testaccio, quem queira desfrutrar de uma boa refeição romana tem de ir ao Checchino, casa fundada em 1887, e que, ainda hoje em dia, atrai clientes locais e turistas a sua sala comprida e sóbria. Os argumentos do restaurante são vários. Tem uma excelente escolha de queijos que podem ser apreciados através de um dos vinhos que integram a razoável lista, onde há preponderância para os néctares de origem italiana.

Depois, há a comida, feita simplesmente de acordo com o rigor das tradições, como foi o caso da Saltimboca alla romana que este escriba teve a oportunidade de deglutir, com assinalável satisfação. Um vinho tinto S. Giorgio, encorpado, cheio de carácter e aveludado, fez boa companhia e, antes do café, foi a vez de uma Cassatina, com os seus pequenos pedaços de frutos cristalizados, fazer as honras da casa. Depois de um dia inteiro a palmilhar as ruas da cidade eterna, o Checchino cumpriu a sua função de restaurar as energias.
publicado por João Cândido da Silva às 10:26
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Jazz sem fumo

O guia anunciava tratar-se do melhor clube de jazz de Roma e que uma das características que o distinguia era o seu ambiente cheio de fumo. Outrora, de facto, para além da música, um bar de jazz sem fumadores seria como um jardim sem flores. Mas os tempos mudaram. Ontem, no Alexanderplatz, no Prati, em Roma, a música que se escutou era excelente, com destaque para as actuações do saxofonista e do contrabaixista, de quem nao decorei os nomes. Mas de fumo não se viu um único vestígio.

Actualmente, e assim em quase todo o lado, mesmo nesta cidade onde um certo desordenamento latino faz um português sentir-se em casa. Bares, cafés e restaurantes têm um ambiente limpo e, bem vistas as coisas, é melhor assim. Para fumadores e não fumadores. Quanto ao jazz, tambem não perde nada por ser tocado e apreciado sem a companhia do tabaco. Aliás, no espaço exíguo e de tecto baixo do Alexanderplatz, já de si um pouco claustrofóbico, imaginar uma atmosfera carregada de fumo chega a ser um pouco assustador.
publicado por João Cândido da Silva às 10:10
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Sábado, 20 de Janeiro de 2007

Socorro assimétrico

Temi o pior, quando vi o director da TV Évora dizer que a televisão on-line que começava ontem as emissões experimentais se destinava a mostrar as coisas positivas do Alentejo (declaração de interesses: sou um açordeiro alentejano). Quando vi esta peça mudei de opinião. É uma notícia sobre as viaturas rápidas do INEM que prestam a primeira assistência aos doentes, por causa do caso daquele homem de Odemira que morreu por ter ficado sete horas à espera da chegada da viatura rápida. O imenso distrito de Beja só tem uma destas VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação), os de Évora e de Portalegre não têm nenhuma. Os poucos que ainda têm o azar de por lá se manterem, também não têm sorte se precisarem de ajuda para não morrer.
publicado por Vítor Matos às 08:56
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Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007

Perder a face

Da mesma maneira que não toleram perder a face, os chineses também não têm consideração por que perde a sua com facilidade. Na China isto é levado a sério. Ao viajar para Pequim enfraquecido, (ver Público) quando o presidente e quatro ministros chineses (incluindo Estrangeiros, Comércio e Energia) estão em África, Sócrates dá uma imagem fraca de Portugal ao admitir ser recebido por segundas linhas. Ao pôr-se numa posição subalterna, será tratado como tal - e Portugal também.

Vale a pena contar outra história. Quando Mário Soares era Presidente, os chineses opuseram-se à presença de Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente, na comitiva oficial de uma visita de Estado. Para negociar uma solução, Soares mandou o seu assessor diplomático ficar em Pequim, à espera de uma resposta. Esta chegou ao fim de 10 dias, quando os chineses o convidaram para almoçar: Monjardino poderia ir, desde que fosse na qualidade de convidado pessoal do PR e não de presidente da FO. Ambos cederam, ninguém perdeu a face. Sócrates devia ter cancelado a visita, para não perder a face. A cimeira UE-China não havia de ficar em risco por causa disso.
publicado por Vítor Matos às 14:06
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