Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007

Cara alegre?

Uma pessoa bem se pode esforçar por acreditar nas mensagens de "confiança" amiúde lançadas pelo primeiro-ministro. Perante notícias como a que dá conta do encerramento das lojas Casa Alegre (ver DN, suplemento Economia, 12 de Janeiro 2007) como quer Sócrates que os cidadãos mostrem uma réstia de optimismo? Por outras palavras, como andar de cara alegre quando até as lojas que prometiam alegria no lar dão o triste pio?
publicado por João Cândido da Silva às 18:16
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"Corrupção", disse o PR

A subir:
No fim do mês, João Cravinho, deputado do PS, deixa o Parlamento e vai para o BERD, em Londres, deixando provavelmente por concluir aqui, em Lisboa, o pacote legislativo contra a corrupção (ver aqui e aqui). São raros os deputados como ele, que têm autoridade para mobilizar grupos parlamentares de maiorias a trabalhar em matérias menos convenientes.

A descer:
Bem, mas mais do que lamentar a perda de um dos poucos parlamentares de quem a Assembleia terá saudades, convém lembrar o que o senhor Presidente da República disse sobre esta matéria enquanto candidato. Primeiro ao Público, e depois à Sábado, Cavaco Silva disse em entrevistas que tencionava fazer propostas de legislação à Assembleia da República. Por exemplo, em que matérias? “Corrupção”, respondeu o actual presidente das duas vezes. Estamos à espera.
publicado por Vítor Matos às 12:31
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Copito dourado

Rumores, acusações e suspeitas de corrupção abundam nos mentideros do futebol há anos a fio. No entanto, salvo um ou outro percalço, não há registo de que algum dirigente ou árbitro tenha ido parar atrás das grades por causa da prática, judicialmente comprovada, de alguma marosca destinada a falsear resultados. Pelo contrário, percebe-se agora que basta um jogador beber até ficar com uma taxa de álcool no sangue acima daquilo que a lei permite a quem conduza, para ter o azar de ser apanhado e levado perante um juiz. Moral da história: mais vale ser arguido no Apito Dourado do que no Copito Dourado.
publicado por João Cândido da Silva às 12:01
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Se a economia fosse um elevador

Dizem os economistas que um ciclo económico tem a duração de sete anos, espantando-se quando períodos de crescimento ultrapassam esta marca. Agora, têm os estudiosos da matéria razões para ficarem deslumbrados com um outro fenómeno, um pouco menos feliz. Se as previsões mais recentes do banco central, para 2007 e 2008, se cumprirem, Portugal completará sete anos de divergência em relação à Europa. Isto é, durante aquilo que é um ciclo económico inteirinho e apesar dos sacrifícios exigidos em troca de benefícios futuros, teremos apenas conseguido ficar mais pobres em relação aos nossos principais parceiros. Se a economia portuguesa fosse como o elevador da Bica, pelo menos por cada ano a descer, passava outro a subir.
publicado por João Cândido da Silva às 01:18
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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

Todos a bordo, este elevador vai partir!

Os elevadores de Lisboa têm esta particularidade que hoje os torna únicos entre os transportes públicos: ainda têm bancos de pau, como eram antes os dos velhos eléctricos, para gente mais dada a coisas práticas que a confortos desnecessários. Não sabemos se o Elevador da Bica será um blogue desconfortável. Não será com certeza dos mais almofadados. E esperamos, pelo menos, que seja tão divertido para quem sobe como para quem desce.

Um grande Obrigado! ao Afonso, o nosso art director.
publicado por Vítor Matos às 22:46
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