Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

Período de nojo ou falta de nojo?

Carlos Santos Ferreira sai directamente do maior banco português para o segundo maior. Não era suposto haver um período de nojo para estas situações? Ou já nada suscita nojo?
publicado por João Cândido da Silva às 14:14
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Dia sim, dia não

Reacção, indignada, de um notável banqueiro quando confrontado, no início desta semana, com a escolha de Armando Vara para integrar a lista candidata à administração do BCP: "se ele é assim tão bom, por que motivo José Sócrates não o nomeia para a presidência da Caixa?"

Reacção, ponderada, de um notável banqueiro quando confontado com a mesma questão, três dias depois: "Santos Ferreira deve ter liberdade para constituir uma equipa de confiança e coesa."
publicado por João Cândido da Silva às 14:03
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Supervisão

Só agora a supervisão do Banco de Portugal descobriu que as explicações da administração do BCP, sobre as compras de acções próprias efectuadas através de sociedades "off-shore" com o dinheiro do próprio banco, eram, afinal, pouco "satisfatórias. Mas já há uma explicação. Quando, anteriormente, analisaram a questão, esqueceram-se de comer os super-amendoins.
publicado por João Cândido da Silva às 13:56
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Nada é impossível

Parece que, com o objectivo de motivar os funcionários, Armando Vara costuma afirmar que "na Caixa, nada é impossível". Agora que, sem saber ler nem escrever e com a benevolência obediente dos accionistas, vai transitar do banco público para a administração do BCP, pode fazer um pequeno ajustamento à tirada. "Na banca portuguesa, nada é impossível, desde que se seja amigo de José Sócrates".
publicado por João Cândido da Silva às 13:44
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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Conto de Natal em São Bento


Na sua mensagem de Natal, Sócrates falava, estranhamente, para cima. Para o Altíssimo? Não, porque não é religioso. Para a miúda da produção, com um metro e oitenta e cinco que estava ao lado da câmara? Jamais suporíamos tamanha desfaçatez. Para o teleponto? Ah, sim, era isso. Um homem que segue o teleponto assim, em vez de olhar os portugueses olhos nos olhos, a fazer gestos artificiais com as mãos e a olhar para o vazio - talvez um horizonte que nenhum de nós consiga vislumbrar, um ponto de chegada, o nosso destino colectivo -, um homem que segue o teleponto assim, escrevia eu, é um homem que está a olhar para si mesmo, não para os outros. Foi a ideia que me surgiu na cabeça, no dia de Natal, ao jantar, a ver o primeiro-ministro falar para os anjinhos pendurados por cima do presépio. Vejam só o que um político sofre só porque o realizador não o focou à distância conveniente... É verdade que a coisa melhorou com aquele close-up lento, quando o ângulo se fechou sobre a face de José Sócrates. Aí ele entou em nossa casa, falou para nós e os anjinhos ficaram mais descansados. Mas voltei a sentir-me constrangido quando o primeiro-ministro, subitamente, me pareceu o Mr. Spock. Sim, aquelas orelhas, filmadas daquela perspectiva, pareciam as do Mr. Spock. Foi a vingança do anjinho, quando Sócrates falou dos idosos, pobrezinhos, com mais de 65 anos, que precisam do complemento de reforma - e não falou dos idosos, pobrezinhos, que agora só se podem reformar aos 65.
publicado por Vítor Matos às 16:56
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O Postal de Natal

Recebi um estranho postal de Natal, este ano. Um tipo processou-me por difamação e abuso de liberdade de imprensa. Aliás, pôs dois processos: um cível e um crime. O crime foi arquivado. O cível foi a julgamento e ele perdeu, mas recorreu. Mandou-me um postal de Natal a desejar Festas Felizes. Adoro as épocas de reconciliação. Mas, melhor seria que me tivesse mandado um portal de Carnaval.
publicado por Vítor Matos às 16:08
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Audições


The Bad Plus: Se ainda têm um presente de Natal atrasado e esse amigo(a) até gosta de jazz, o álbum Prog do trio norte-americano The Bad Plus (piano, bateria e contrabaixo) é a prenda certa. Fazem covers criativas de clássicos de rock e de pop, têm uma abordagem inovadora na bateria e o contrabaixo é surpreendente. São naturais do Midwest, do verdadeiro Midwest e não do Midwest de Sócrates. E deram um concerto em Portugal em 2004 (na foto), que eu falhei, porque, na minha ignorância, ainda não sabia que eles existiam.
publicado por Vítor Matos às 15:55
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Perdidos e Achados

Este post fica sem efeito. O iPod esteve no tejadilho do meu carro, mas acabei por guardá-lo no saco dos jornais. Quando ia mandá-los para a reciclagem, eis que... lá estava ele a descansar. uff!
publicado por Vítor Matos às 18:20
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Plástico da província

O Palácio de São Bento convidou um jornalista do Libération para jantar. Jean Quatremer queria escrever um perfil para a última do jornal, uma das mais lidas do diário francês de esquerda – onde Sócrates se assume ao centro, blairista e não francófono. Foi publicado ontem e já teve reflexos aqui. O repórter teve um acesso privilegiado, surpreendendo-se com tamanha hospitalidade e um telefonema que "jamé" seria possível em França: «“Jean, qu’est-ce que tu veux manger?» Passé le premier moment d’étonnement - imagine-t-on l’Elysée s’enquérir des goûts culinaires d’un journaliste ?».

Sócrates anda a vender-se lá fora. Para os jornais portugueses, nada. Para o El País, onde há uma semana se deixou fotografar ao lado do filho, tudo. Será que o aceitaria de um jornal português? O Libé chama-lhe provinciano. Ele diz que é. Também age como se fosse. E o convite para o jornalista jantar, da maneira como Quatremer o descreve, é um artifício jornalístico para lhe chamar provinciano sem o escrever.


O El País já tinha escrito há duas semanas que Sócrates se comporta como se governasse um continente. Tudo isto é revelador de um homem deslumbrado. Sócrates já chegou a dizer que a felicidade suprema é os jornais não falarem dele. É mentira, claro, depende dos jornais. Para chegar aos cidadãos portugueses, na imprensa portuguesa, ele dispensa a mediação. Não se mete nas mãos de um qualquer. Isso aborrece-o. Pode ser chato. Não convida repórteres para jantar. Não aparece com o cão Mitú (Mee Too?!) nem com o filho (terá gostado que o El País cedesse essas fotos ao Expresso?). S’il est en «plastique» - escreve o francês - c’est un plastique dur. Duro ou mole o plástico é sempre artificial, feito em laboratório.
publicado por Vítor Matos às 12:13
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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Perdidos e Achados

Deixei um iPod branco, 60 gigas, com capa branca de borracha - o meu iPod, pá!, snif! - em cima do tejadilho do meu carro, azul, VW Polo carrinha, 1400cc, perto do Jardim Constantino, em Lisboa. O carro não desapareceu. O iPod sim. Se alguém vê um carro azul debaixo de um iPod não leva o carro, leva logo o iPod. E agora? Como vai ser a minha vida?
publicado por Vítor Matos às 23:51
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