Terça-feira, 31 de Março de 2009
"As pressões do A.S.S.", por Nuno Gouveia, no "31 da Armada", sobre a indignação hipócrita de Augusto Santos Silva a propósito das declarações de João Palma, presidente do Sindicato de Magistrados do Ministério Público, sobre a existência de pressões sobre os procuradores que investigam o "caso Freeport".
Segunda-feira, 30 de Março de 2009
Imaginemos a cena: Hillary Clinton a colocar flores no altar da senhora da Guadalupe, no México, e depois a perguntar quem pintou a imagem. "Deus!", respondeu-lhe o padre. Hillary não sabia, não se lembrava, mas o inexplicável milagre da santa tinha sido o aparecimento sua a própria pintura. Mas Hillary voltou a insistir... "Quem pintou?..." Ver
aqui
My Maudlin CareerCamera ObscuraAbril 2009 :: 4AD
Três anos passaram desde que estas meninas e meninos de Glasgow lançaram o imaturamente sumptuoso "Let’s Get Out Of This Country". Como eu dizia há uns anos atrás no meu
blog de música que ninguém lia, os Camera Obscura fazem música para adolescentes que os adolescentes não gostam e o resultado é sempre arrebatador. "My Maudlin Career" é o novo disco que estreia a 20 de Abril, mas que já passa em loop no meu leitor de cêdês. Maudlin quer dizer piegas e é um bom indicador do que se pode esperar. A faixa de abertura, repleta de uma percussão atrevida e de crescendos oníricos nas cordas, dá o mote. Quem não abraça a melancolia como modo de vida deve ficar longe deste disco. E já agora, de todos os outros que esta banda produz, claramente inspirados em outros meninos de Glasgow chamados "Belle and Sebastian". Ponto alto do disco é a
faixa que partilha o mesmo nome do álbum e onde se percebe porque é que a voz de Tracyanne Campbell é tão central na música dos Camera Obscura; como se a voz ocupasse sempre a posição mais predominante no palco sonoro da banda. Tempo de remisturar memórias...
Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Houve muito sol e turistada na Bica, mas ainda assim o Elevador conseguiu olhar para as contas da pequena república portuguesa em 2008 (e para as promessas e castelos no ar em 2009).
Aqui ficam algumas conclusões:
1. Crise enterrou e autarquias não ajudaram O ministro das Finanças explicou que os responsáveis pela revisão em alta do défice orçamental (de 2,2% para 2,6%) foram a crise e as autarquias. Sim, a crise contou: no final de 2008 o PIB cresceu menos 3,3 mil milhões de euros do que o Governo esperava (perante Bruxelas) em Outubro – como o défice é medido em percentagem do PIB, percebe-se o efeito... Por outro lado, há todo o impacto na quebra de receita fiscal, que explica em boa parte o comportamento bem abaixo do esperado da chamada Administração Central (mais 449 milhões de euros de défice, 0,3 pontos do PIB). Mas e as câmaras? O seu saldo final agravou-se e, no final do ano, houve uma surpresa negativa de 140 milhões de euros face ao esperado em Outubro – as câmaras explicaram 0,1 dos 0,4 pontos a mais no défice.
2. Teixeira dos Santos deu um sinal Um para as câmaras: o desvio não foi assim tão grande para merecer a advertência do ministro (a Associação dos Municípios já veio refilar), mas começa já a pressão das Finanças para, em ano eleitoral, estes meninos não se esticarem. Será ver para crer.
3. E depois deu outro À sua maneira, o politicamente hábil ministro admitiu que podemos todos esquecer a meta de 3,9% para o défice orçamental este ano, ao afirmar que "não está obcecado com o número" e que a prioridade está no combate à crise. Câmaras cuidado!, nem todos vão poder gastar à tripa forra – sim, porque...
4. ... este ano será à grande O investimento público subirá 36% face a 2008, diz a Governo, mas na realidade não é bem assim – é que, feitas as contas, em 2008 houve cerca de 300 milhões de euros de investimento, previsto por altura de Outubro, que não descolou. O efeito base conta, assim, um pouco – se excluírmos isto a subida é de 23%. But still, é uma valente subida, a maior pelo menos desde 2004... Tudo para reavivar a economia, explicaram as Finanças.
5. A factura será também à grande – mais 11 mil milhões de euros Em 2009, a dívida pública subirá 7%, para atingir 72% da riqueza, antecipando em um ano a trajectória de agravamento projectada pelo Governo. Os juros a pagar também dão um bom salto, para 3,3% do PIB (o Elevador não tem a série longa, mas isto deve ser o maior salto em vários anos).
Resumindo: menos crescimento económico (-0,8% segundo o optimismo de São Bento), mais despesa (investimento público, despesas sociais, aumentos no Estado), mais défice orçamental, mais dívida pública. Ou seja, nem pensar em descidas de impostos nos próximos anos. A crise internacional não perdoa – os desequilíbrios internos não ajudam.
Não estou seguro que Barack Obama deva confiar nas
promessas destes sujeitos. Afinal de contas, na esmagadora maioria, se não na totalidade, eles são brancos e têm olhos azuis.
Lula da Silva
acha que a raiz dos males de que o Mundo actualmente padece está em pessoas brancas e com olhos azuis. Os alvos podem variar mas o racismo e o preconceito são os
mesmos.
«Os alunos das escolas primárias britânicas deverão dominar ferramentas baseadas na Web como blogues, podcasts, Twitter e Wikipedia, segundo planos de alterações ao programa hoje divulgados pelo jornal britânico "The Guardian".
Em contrapartida, os alunos destas classes deixarão de ter como obrigatório o estudo de certos períodos históricos, como a época vitoriana ou a II Guerra Mundial (extensamente coberta no programa do secundário). O fim da rigidez dos programas deverá ser outra novidade, com os alunos a ter mais a dizer sobre a matéria.
O "Guardian" diz que as alterações serão as maiores da última década em relação à educação primária.» [Público] Não faltará muito para as mentes iluminadas do Ministério da Educação português seguirem este exemplo – sempre de "pugresso" em "pugresso".
De resto, tudo bem.
Eu queria ter escrito um post anteontem a dizer isto, mas o ministro da Cultura adiantou-se:
«O Dr. Manuel Maria Carrilho podia ter feito essa intervenção [críticas à política cultural do Governo] antes de ter sido nomeado embaixador: teríamos mais tempo para conversar»
José António Pinto Ribeiro, no Jornal de Negócios de hoje
Quinta-feira, 26 de Março de 2009

La Latina, Madrid, Março de 2009.
Tirada com iPhone.