Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Dias difíceis no Irão – imagino a coragem que será preciso reunir para
sair à rua e protestar contra uma eleição roubada, tendo à perna os delicados meninos da Guarda Revolucionária...
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
"Defeats never make you grow, but you also realise how difficult what I achieved up until today was, and this is something you need sometimes. You need a defeat to give the value to your victories.", Rafael Nadal, 31.05.2009
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O sítio era óptimo - The Daily Catch, um restaurante italiano minúsculo, paredes de ladrilhos brancos, cozinha aberta, peneiras a milhas -, a leitura fascinante e, lá fora, o North End de Boston brilhava ao sol. A minha escolha para o almoço - linguini preto com caranguejo - chegou para fazer companhia à salada e ao copo de branco. E nisto, no segundo em que pousam o meu prato na mesa, passa Radiohead.
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Vamos imaginar que José Sócrates anunciava hoje uma remodelação.
Tirava já os ministros que não queriam continuar outro mandato.
Substituia aqueles que substituiria depois das eleições.
Combinava a tomada de posse dos novos ministros na reunião que terá hoje com Cavaco.
Anunciava isto tudo na comissão política do PS, esta noite, e esvaziava as críticas dos críticos internos.
Na quarta-feira, a moção de censura do CDS seria um fait-divers perante esta notícia e, no Parlamento, Sócrates podia apresentar-se ladeado por minisros novos, como um refresco político e dizer que tinha percebido a mensagem dos portugueses nas europeias.
Ao mesmo tempo, dava o sinal de que este seria um elenco aproximado daquele que proporia ao PR caso ganhasse as eleições legislativas.
Punha assim o seu Governo a votos, que seria sufragado com caras novas, portanto, apelava a um voto para o futuro, em vez de esperar um castigo sobre o passado.
Mas isto é só um cenário.
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
"É um homem com grandes poupanças"
"Sim, tenho poupanças em meu nome"
"Em offshores?"
"Tenho poupanças em meu nome"
"Sim, mas estão em offshores"
"Estão em meu nome"
João Rendeiro, entrevistado hoje, na TVI.
Os sinais de retoma económica são frágeis, mas os de aproximação da silly season mostram uma consistência à prova de cepticismo. Alegrai-vos!
Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
Depois de uma semana em que Portugal ganhou miraculosamente a essa potência futebolística chamada Albânia e em que
empatou com o colosso Estónia, Carlos Queiroz diz que, "tirando os jogos com a Dinamarca e a Albânia em casa [5 pontos]", tudo correu de acordo com "os objectivos".
Há dias, João Rendeiro, ex-presidente do BPP, banco a milímetros do abismo, disse na Assembleia Geral de accionistas que, tirando os problemas com os produtos de retorno absoluto [1.200 mil milhões de euros com que o Estado incharia], o BPP estava bem e até poderia apresentar lucros.
A propósito do "caso BPP", é extraordinário verificar como muitas pessoas, ao sobrevalorizarem nas suas decisões de investimento expressões como "segurança" e "capital garantido" conjugadas com remunerações acima das médias do mercado, acabam por colocar o dinheiro em produtos de alto risco. De tempos a tempos, as palavras mágicas revelam-se um logro.
Há uns anos, foram os selos. Produtos não regulamentados, em que o preço do activo subjacente, os ditos selos, eram fixados pelas próprias entidades que os comercializavam, atraíram milhares de aforradores ao engano. Incluindo, como agora no "caso BPP", gente com formação e informação suficientes para colocarem mais questões antes de mergulharem numa piscina vazia.

Por motivos de trabalho dei com isto: no programa do PSD em 1991, Cavaco Silva propunha o "alargamento progressivo da escolaridade obrigatoria para 12 anos", que agora José Sócrates vai concretizar. A malta que nasceu nesse ano teria hoje 18 anos e se a medida tivesse sido implementada mesmo muito devagarinho, estavam todos agora com o 12º ano. Era bonito, não era? Basta uma pequena viagem aos arquivos para vermos como neste País é tudo muito leento, muito leeento...
António Barreto - discurso esta manhã nas comemorações do 10 de Junho. Curto, límpido, numa das análises mais lúcidas que vi nos últimos tempos sobre a realidade portuguesa. Não complica muito. É só isto: o importante para políticos, empresários, decisores, responsáveis é
dar o exemplo.