Ao ler notícias como
esta sobre os prejuízos e os passivos acumulados pelos maiores clubes de futebol fico sem perceber o que querem dizer as vozes que clamam ser o desporto-rei uma "indústria" de sucesso em Portugal.
O ministro da Economia, Manuel Pinho, recusa dar ao Parlamento o contrato do Estado com o Grupo Pestana para a exploração das Pousadas de Portugal (
aqui). Os deputados estão a fazer a sua obrigação constitucional: fiscalizar os actos do Governo. Mas o Governo acha que não deve ser fiscalizado, por isso esconde documentos que deviam ser públicos e evita o escrutínio que faz com que este regime se chame Democracia. Há aqui uma visão muito especial da Democracia por parte do ministro Pinho, ou estou a ver mal?

O cliché a propósito da
saída prematura de Rafa Nadal de Roland Garros: "É desta que o Federer [o homem com o ténis mais esteticamente irrepreensível do planeta] ganha o que lhe falta".
Espero que sim. Já basta um Pete Sampras.
(Mas fica aquele vazio: não vai haver redenção final em Roland Garros, uma vitória em cinco sets contra Nadal. Um Wimbledon-heróico-ao-contrário, como aconteceu em 2008).
Confesso que fiquei com uma certa azia depois de ter lido a notícia do Expresso sobre o envolvimento de Cavaco Silva na SLN. Pareceu-me uma tentativa - quiçá bem sucedida, mais à frente se verá - de trazer o nome de Cavaco, que tem estado na periferia do tema BPN, mais para o centro da questão.
O problema é que, pelo menos por enquanto, o Expresso não tem nada - e, nestas condições, parece que está a mencionar de forma gratuita o nome do Presidente, misturando ainda ao barulho o facto de a filha de Cavaco também ter investido em acções do BPN (ainda mais gratuito, dentro da vacuidade da história).
Cavaco disse
aqui nada ter comprado e vendido ao BPN, facto que resiste à história do Expresso (comprar acções é investir no banco, e não comprar ao banco; de resto, tudo se passou quando ainda não estava em Belém).
Face aos rumores que para aí andam nos jornais sobre Cavaco e o BPN - muito devido às amizades do Presidente... - percebe-se a tentação do Expresso. Mas queimar um cartucho desta forma - e levar para o lamaçal, sem factos concretos, uma instituição política - parece, no mínimo, bastante precipitado.