Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Golden (III)

Parágrafo da Reuters sobre o veto: "It was the first time the government had used the golden share and surprised some, especially as Portugal is still struggling to attract foreign funds during the euro zone debt crisis and is seeking to maintain investor confidence."
publicado por Bruno Faria Lopes às 19:02
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Golden (II)

Vejo indignação perante o facto inédito da golden-share ter sido usada contra a vontade dos accionistas. Mas não se percebe a surpresa. É que a golden-share existe precisamente para isso: impedir em nome de um suposto interesse público que os accionistas tomem certas decisões (venda) com o seu dinheiro.

A maior parte dos accionistas de referência da PT, que tem dormido nos últimos anos com o poder político incumbente, que agora começa a abandonar, já deveria ter calculado que isto poderia acontecer. A golden-share esteve sempre lá. A abordagem intervencionista deste Executivo socialista à economia esteve sempre lá. Diz o sábio povo: "Quem se deita com cães, acorda com pulgas".

publicado por Bruno Faria Lopes às 18:18
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Freakpolitics - o que diz o lado improvável dos políticos (7)

A selecção nacional é um perigo político
Em 2004, o Governo caiu depois da vitória à Inglaterra. Em 2006, Freitas do Amaral demitiu-se na véspera do jogo com os ingleses



O sucesso de Portugal nos campeonatos de futebol esconde perigos imprevisíveis. Enquanto a nação anda com a cegueira da bola, os políticos têm a cortina de fumo perfeita para trabalharem na sombra.

O caso mais grave aconteceu no Euro 2004: Portugal ficou sem Governo entre a gloriosa eliminação da Inglaterra e as meias finais com a Holanda. Na véspera das meias-finais contra os Países-Baixos, Durão Barroso despediu-se de Portugal e pirou-se para Bruxelas. No dia da final com a Grécia, o primeiro-ministro mais provável chamava-se Pedro Santana Lopes. O que aconteceu a seguir é sabido.

O Mundial de 2006 na Alemanha, ofereceu a camuflagem perfeita para outra crise governamental. Na véspera do jogo dos quartos-de-final entre Portugal e a Inglaterra, Freitas do Amaral demitiu-se de ministro dos Negócios Estrangeiros. Dois dias antes das meias-finais com a França, Luís Amado tomou posse como MNE e Severiano Teixeira como ministro da Defesa . Do ponto de vista mediático a jogada é brilhante. Quando a selecção está a ganhar, alguém quer saber de ministros?

Em Espanha não é diferente: durante o Euro 2008, José Luís Zapatero anunciou um pacote de austeridade no mesmo dia em que a selecção nacional venceu a meia-final por 3-0 à Rússia.

Desta vez, Portugal foi politicamente salvo pela Espanha. Os políticos avaliam a agenda desportiva em função dos seus interesses: por exemplo, no dia em que a selecção jogou contra o Brasil, José Sócrates teve um debate quinzenal no Parlamento; mas Pedro Mota Soares, líder da bancada do CDS, chegou a sugerir uma data alternativa para o debate, que não coincidisse com o jogo, porque a agenda mediática estaria ocupada com a bola.

Vejamos assim o que aconteceu esta terça-feira, dia do jogo com Espanha: o Correio da Manhã tinha 18 páginas de futebol; o Diário de Notícias dedicava à bola um suplemento de 20; e o Público fazia um destaque de sete. As notícias políticas eram importantes, mas tinham um destaque relativo: o Governo queria isenções nas SCUTS, o PSD lançava a revisão do programa; e o Presidente pedia a verificação sucessiva da constitucionalidade do PEC.

Do ponto de vista político, temos de agradecer o golo de Villa. Da maneira que as coisas estão, sabe-se lá o que podia acontecer se Portugal seguisse em frente...


Crónica publicada no site da SÁBADO.
publicado por Vítor Matos às 17:53
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Golden

Na China, há o inovador socialismo com características chinesas. Em Portugal, há uma economia de mercado com características portuguesas.
publicado por Bruno Faria Lopes às 15:14
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O "professor" Queiroz

Antes disto começar, fiz uma única aposta com amigos sobre o nosso desempenho no Mundial: apostei que Portugal voltaria da África do Sul sem vencer qualquer jogo. Fui acusado de falta de fé e de não perceber nada disto. Admito que ambas as acusações sejam verdadeiras.

Portugal deu 7-0 à Coreia do Norte (com quem supus que empatássemos) e lá se foi a minha aposta. Mas, tirando a anormalidade que foi o jogo com a Coreia, acertei. Acertei sobretudo em relação ao "professor" Queiroz, e para isso não era preciso nem fé nem perceber muito de futebol. Bastava ter visto a nossa triste qualificação para o Mundial e (para efeitos de background) conhecer o percurso do dito "professor", cujo ponto mais alto do currículo é ter ganho, há 20 anos, dois mundiais de sub-20. Depois disso, arranjou emprego como secretário do sr. Fergusson e falhou sempre que pôs o pé fora do conforto do Man United: estatelou-se ao comprido no Sporting, no Real Madrid, na Selecção.

Sem visão de jogo, sem leitura táctica, receoso, autista, sem carisma e sem capacidade de mobilização, o que o "professor" fez no Mundial explica-se bem pedindo emprestada e parafraseando uma frase dita pelo técnico do Chile: pôs a andar jogadores que voam e quis pôr a voar jogadores que, nos seus dias melhores, seriam capazes de dar uns passinhos.

Infelizmente, o "professor" ainda deve dar cabo da nossa presença no Europeu de 2012 antes de ser mandado embora.
publicado por Filipe Santos Costa às 13:31
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Índice de citacionismo

"A Justiça portuguesa não está bem, mas não está tão mal como isso. Se corrermos a Europa, não encontramos Justiça melhor do que a portuguesa"

Pinto Monteiro, PGR, 19 valores no índice da carruagem da frente do comboio de trás.
publicado por Vítor Matos às 12:50
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Terça-feira, 29 de Junho de 2010

De duche em duche até ao banho final

Nada como uma derrotazinha por um a zero no segundo jogo contra um adversário digno desse nome para deixar os crentes na selecção luso-brasileira com a fé um bocadinho beliscada. Como diria o Calimero, é uma injustiça. Afinal de contas, parece que são estes crentes que puxam sozinhos pelas energias do país.

Resta um facto que deve ser consolo bastante: os fantásticos sete a zero contra a Coreia do Norte, essa grande potência do futebol que a FIFA, decerto por ignorância ou má vontade, coloca em 105º lugar no mesmo "ranking" em que classifica Portugal em 3º.
publicado por João Cândido da Silva às 21:22
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Ouvido no Elevador

"Vocês têm um país bonito, mas o ordenamento do território é muito mau".

"Pois é. Sabes, há muita corrupção aqui."

"Corrupção temos nós em Itália. Vocês têm é mau gosto."
publicado por Bruno Faria Lopes às 16:00
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Piadola arranjada à pressa

Foi troca por troca: ainda ninguém explicou que a nomeação de Manuel Pinho para a Fundação Vieira da Silva se deve ao facto de Vieira da Silva ter ocupado o lugar dele no Ministério da Economia.
publicado por Vítor Matos às 14:36
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Teme-se o pior...

Sócrates diz que está muito confiante na vitória da selecção portuguesa contra a Espanha... Quando o primeiro-ministro abusa do optimismo e da "confiança", normalmente o resultado não é grande coisa, como se tem visto.
publicado por Vítor Matos às 14:32
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