Quinta-feira, 28 de Junho de 2012

Mais 115 anos de elevação

 

Parece que o Elevador da Bica, o chamado ascensor, faz 120 anos, o que muito nos agrada, apesar de estar parado, dizem que são obras. Ora nós, que modestamente existimos apenas há cinco anos (ena, já passaram cinco anos), temos como objectivo ainda exisitir daqui a 115 numa plataforma tecnológica que ainda não foi inventada, talvez num chip de implante cerebral, o que não se compadece com este pequeno período em que também parecíamos fechados para obras. Não, as postagens vão continuar, com elevadores para cima e para baixo, mas sobretudo para baixo, porque temos um vício tramado (apenas profissional, nada de mal) para dizer mal de tudo, porque os tempos também são tramados, e porque como diz o nosso guarda-freio Filipe, quando mais se bate no fundo mais ele desce. 

publicado por Vítor Matos às 18:54
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Rodrigues em suspensão

O Elevador da Bica é um elevador com enorme sentido de justiça, embora essa não seja uma característica habitual dos elevadores (vide os elevadores sociais), portanto, regista o facto de o deputado Ricardo Rodrigues ter suspendido algumas das suas funções e de ter deixado de ser vice-presidente da bancada socialista. António José Seguro, secretário-geral do PS, disse que o deputado tomou as decisões "que se impunham", resta saber se alguém teve de as impor ou se foram tomadas de livre iniciativa e vontade. Em todo o caso, já não se perdeu tudo. Ou, melhor, ganhou-se alguma da vergonha que se tinha perdido.

publicado por Vítor Matos às 18:45
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Terça-feira, 26 de Junho de 2012

Caso Ricardo Rodrigues: Seja líder hoje, Tó Zé!

O outro dia, um eminente político perguntava-me se o Ricardo Rodrigues ia mesmo ser condenado. Cínico como passei a ser com os anos, respondi que não sabia, já se viu tanta coisa na justiça portuguesa... pois é, respondeu ele, isso nunca se sabe.

 

Pelos vistos, por uma vez, vemos um político condenado com [alguma] rapidez e sem grandes dúvidas.

 

Agora a questão regressa à esfera política.  Ricardo Rodrigues é:

 

- Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS

- Membro do Conselho Superior do Ministério Público eleito pela Assembleia da República

- Membro da Comissão Permanente da Assembleia da República

- Coordenador do PS na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias

 

Num País decente a direcção do PS devia retirar-lhe a confiança política, esperando que ele se demitisse de todos estes cargos e que renunciasse ao cargo de deputado;

 

Mas estamos em Portugal. Quando se deu o caso, em vez de lhe retirarem a confiança política, a direcção do PS e o então líder parlamentar Francisco Assis ainda fizeram uma lamentável conferência de imprensa de apoio ao deputado. Como a justiça não funciona, os políticos têm a mania de se refugiar no "trânsito em julgado" para fazer apreciações que nada têm a ver com a justiça e têm tudo de político. O problema nunca foi exclusivo do foro criminal embora também o seja.

 

António José Seguro pode agora provar que é diferente dos outros, sobretudo diferente de Sócrates. Apesar de ter permitido que o senhor deputado continuasse a ter responsabilidades incompatíveis com as suas atitudes, tem agora oportunidade para mostrar que é líder, que é sério e que quer estar rodeado de gente séria, mesmo decidindo ao retardador.

 

PS: sou jornalsita da Sábado, embora não tivesse participado na famosa entrevista;

 

publicado por Vítor Matos às 16:23
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