Terça-feira, 24 de Julho de 2012

Palavra da salvação: "Que se lixem as eleições!"

O que impressiona nas palavras de Pedro Passos Coelho não é a demagogia vulgar do "que se lixem as eleições". Esse é só o soundbite para dar a papinha feita aos jornalistas e entrar no ouvido do taxista.

 

O que impressionada é a frase completa - "Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, que se lixem as eleições". O que impressiona é percebermos que Passos Coelho julga que vai "salvar o país", ou que pode "salvar o país".

 

O que impressiona é a confissão de que Passos Coelho, estando no Governo há um ano, não percebeu nada. Pior: deixou-se tomar por um complexo messiânico.

 

Livrai-nos, Senhor.

publicado por Filipe Santos Costa às 13:43
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2012

Promover Portugal lá fora

O exemplo de empreendedorismo deste tuga, que saiu da sua zona de conforto e mostrou ao mundo aquilo de que os portugueses são capazes quando não se acomodam e não são piegas, abre uma infinitude de possibilidades.

 

Depois do Tour de France, as expetativas para a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos estão, naturalmente, elevadas.

 

Mas lindo, lindo, digo eu, era a frase "Vai estudar RELVAS" num quadrinho, bordado em ponto de cruz, na exposição da Joana Vasconcelos em Versalhes. Desconfio que até o dr. Portas arranjava um subsidiozinho para essa ação de internacionalização das melhores tradições portuguesas, com um twist de contemporaneidade.

publicado por Filipe Santos Costa às 14:41
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Tertúlia sobre a Guiné

Um grupo de amigos e alguns refugiados que tiveram de fugir depois do golpe de Estado fazem hoje ao fim da tarde uma tertúlia sobre a situação na Guiné-Bissau no Café Suave, no Bairro Alto. Quem estiver interessado no tema pode aparecer.

publicado por Vítor Matos às 13:30
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Quinta-feira, 12 de Julho de 2012

Quatro fora e Relvas nada

um fora nada... O espião Jorge Silva Carvalho saiu da Ongoing... e o caso envolvia o ministro Miguel Relvas;

 

dois fora nada... O ex-jornalista Adelino Cunha, adjunto do ministro dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas, demitiu-se... porque mantinha contactos com o espião Silva Carvalho, alegadamente sem conhecimento de Relvas;

 

três fora e nada... A jornalista Maria José Oliveira deixou o Público... depois de um conflito com a direcção por causa do caso das pressões do ministro Miguel Relvas;

 

quatro fora e ainda nada... O reitor da Lusófona Fernando Santos Neves, que tratou de todo o processo da "turbolicenciatura", demitiu-se ontem... por causa do curso de Miguel Relvas...

 

o nada Só Miguel Relvas é que se mantém no lugar, coordenador político do Governo, apesar de falta de credibilidade e das fragilidades políticas cada vez mais evidentes. O primeiro-ministro que exortava os estudantes a trabalhar e a não serem piegas, tem dois critérios de exigência: um, para pedir sacrifícios aos portugueses e para exigir excelência aos alunos de todos os níveis de ensino; outro, para avaliar o comportamento dos seus colaboradores mais próximos.

 

O problema disto é que as pessoas percebem... e depois deixam de aceitar que também lhe exijam seja o que for.

publicado por Vítor Matos às 14:46
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Terça-feira, 10 de Julho de 2012

Rio mais vinte

 

 

Diz que a Ministra da Agricultura e do Ambiente levou uma comitiva de vinte pessoas à Cimeira do Rio de Janeiro. Está certo. Era a Cimeira "Rio + 20". Era o que estava lá escrito. Se não cumprem, é porque não cumprem; se cumprem é porque cumprem. Sempre a dizer mal dos governantes, pá... Irra!...

 

publicado por Ana Catarina Santos às 19:12
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

TC dá kit mãos livres a Passos

Ao contrário do que oiço na televisão, o Governo acaba de ter uma vitória com o chumbo constitucional dos cortes nos subsídios aos funcionários públicos.

 

Sim, sejamos cínicos.

 

Este ano já está: a decisão não é reversível e a função pública fica mesmo sem os subsídios, seria uma corrida de aflitos se assim não fosse. Portanto, vamos olhar para o ano que vem.

 

Como a execução orçamental estava a correr mal, já era preciso ir buscar novas receitas ou fazer novos cortes.

 

Assim, o problema de 2013 está resolvido: será preciso abater mais umas gorduras de défice, então em vez de emagrecermos o pessoal do Estado, vamos emagrecer o pessoal todo, e aproveitamos e sacamos mais umas massas para compensar os desvios e as derrapadelas da execução orçamental...

 

Meus amigos, quer o Governo teha pensado nisso ou não, o TC acaba de resolver um problema político a Passos & Gaspar, que mais uma vez conseguem ter o alibi pefeito para tomar medidas que seriam muito difícies de justificar noutras circunstâncias. A mãozinha no bolso dos privados será politicamente imputável ao TC, ao Bloco de Esquerda e a alguns ingénuos do PS, mas resolverá um problema ao Governo.

 

E alguém pode garantir que este não era um cenário por eles previsto? 

publicado por Vítor Matos às 00:20
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