Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

Esqueceram-se da política, seus estúpidos!

Até o socialista Francisco Assis parece estranhamente surpreendido com o resultado das eleições italianas (no Público de hoje, sem link). Depois do resultado nas últimas eleições gregas ninguém aprendeu a lição. Os tecnocratas de Bruxelas, Washington e Frankfurt não aprendem lições, ao que parece. Se não aprendem quanto aos resultados económicos da austeridade aplicada - e eles estudaram Economia -, muito menos aprendem lições de política, que é um sub-produto em países ocupados ou semi-ocupados. Estes massacres sobre as populações, que não andam aí a manifestar-se por desejarem A Revolução, mas porque querem manter níveis aceitáveis de aburguesamento, tem consequências políticas. E são graves, para os próprios objectivos dos tecnocratas. O que esta gente não percebe é que todo o esforço e todos os sacrifícios podem ir na água do banho no dia do voto. Esquecem-se de que somos democracias e que, apesar da perda de soberania, os povos europeus não são obrigados a votar nos Monti desta vida. Nem é sequer expectável que o façam. Se a Grécia votou no seu Bloco de Esquerda, a Itália votou em massa no seu Tiririca. Toda a política da senhora Merkel se esboroa pelo lado político, porque a válvula de escape dos cidadãos é nas urnas, e não tem sido bonito. Se a tendência se mantém nos próximos cinco a dez anos, o futuro da Europa está comprometido. Ainda mais.

 

No próximo ciclo eleitoral, Portugal ficará ainda menos governável, assente em pilares muito frágeis. Enquanto não nos aparecer nenhum fenómeno Grillo - pouco provável em Portugal, mas nunca se sabe se Ricardo Araújo Pereira terá ideias - só haverá governabilidade através de uma estranha coligação entre o PS e o CDS ou um Bloco Central.

 

Os custos políticos da aplicação massiva e cega destas políticas vão ter ser elevados porque no fim da linha quem os vai pagar somos nós. Isto não vai acabar tão depressa.

publicado por Vítor Matos às 11:20
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

Cirque du Belén

O Natal já passou e o Cirque du Soleil, que costuma brindar os portugueses com espectáculos natalícios, já lá vai. Mas as acrobacias voltaram a Lisboa lá para os lados de Belém. Aníbal fez "A" acrobacia-mor. Nenhum elenco com mais de cinquenta artistas e músicos de 17 países diferentes conseguia o que Aníbal conseguiu.

 

Aníbal ia fazer o maior número de Synchro Trapeze de sempre, mas nem por isso estava nervoso naquele fim-de-tarde de sexta-feira. Agarrou-se ao trapézio, tomou balanço e, com uma roupa extravagante que lhe aumentava confiança, saltou de um baloiço para o outro, qual trapezista oriental.

 

Voando entre as mãos estendidas dos outros que o miravam nos baloiços de corda, Cavaco enrolou-se numa múltipla pirueta a 18 metros do chão, número muito arricado mesmo para um saltador experiente. Seguiu-se um encarpado de pernas flectidas sincronizado ao ritmo da música que lhe dá alento e voou em espectaculares cambalhotas, piruetas e flic-flacs, até aterrar numa barra estreita num equilíbrio que só um grande artista consegue alcançar.

 

Assim que os pés do Mestre de Synchro Trapeze pousaram na barra, pés e mãos em "V", Aníbal culmina a sua piruetada mágica sacando de um cartaz que rapidamente ergueu em cima da cabeça coberta de brilhantina. Num néon luminoso lia-se a seguinte frase: «é "da" em vez de "de"».

 

O público hesitou, não compreendeu bem o que quis transmitir. Mas logo uma parte da plateia começou a gritar "muito bem, muito bem"! Outros aplaudiram. Alguns perguntaram "mas de onde é que ele sacou aquilo?”

 

Para estupefacção até dos próprios treinadores e família, Aníbal tinha surpreendido com o número daquela tarde.

 

No final do espectáculo, o Synchro Trapeze Master não quis dar entrevistas nem sequer autógrafos aos seus fãs.

 

Escreveu, nessa noite, um curto post no Facebook. Apenas com a frase: "I'm DA Master! Lol!".

 

 

publicado por Ana Catarina Santos às 18:01
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E enquanto esperamos pelo Palácio Ratton - 03

«O factor "experiência política" tem vindo a ser cada vez mais valorizado na composição do Tribunal Constitucional. O ponto de viragem dá-se em 1998, quando se regista uma progressiva presença de juízes com currículo político e a concomitante diminuição de membros politicamente inexperientes. Os juízes com experiência política estão na sua máxima força na composição actual, que exercerá funções até 2016. Volvidos vinte e cinco anos, a experiência política é hoje um factor mais valorizado do que nunca na história do Tribunal Constitucional.»

 

 

Excerto do livro "Papel Político do Tribunal Constitucional: contributos para o estudo do TC, seu papel político e politização do comportamento judicial em Portugal", de Ana Catarina Santos. Prefácio de António de Araújo. Coimbra Editora.




publicado por Ana Catarina Santos às 01:16
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013

Investir em media em tempos de recursos escassos

Quantos bons jornalistas valerá um Marques Mendes na SIC? Quantos bons jornalistas valerão um Marques Mendes, um Jorge Coelho, um Bagão Félix, um António Vitorino e um Louçã? E que valor trazem estes comentadores? O valor das audiências? O valor da isenção e qualidade da opinião? E que valor traria mais produção própria de uma redacção de estação de televisão, que assim acrescentaria mais à imprensa e citaria/copiaria menos? Não tenho dúvidas de que melhor jornalismo e menos bitaite pago a peso de ouro seria melhor para o país. As minhas perguntas são noutro sentido: seria melhor para as empresas de media? O mercado recompensaria essas empresas?

 

Só se alguém tentar será possível perceber – e não parece que haja interessados em tentar.

publicado por Bruno Faria Lopes às 18:14
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013

Serviço público do Elevador da Bica: Clipping de notícias do dia

Serviço público do Elevador da Bica: Clipping de notícias do dia. 

Pensei que estava a ler um guião de um filme de terror. Mas não. São apenas as principais notícias do dia (Lusa). 




“Governo admite rectificativo para incluir novas medidas de austeridade”


“Recessão mais grave deve-se a crise em todo o espaço europeu - Passos Coelho”


“Governo justifica agravamento das projecções com conjuntura europeia - Sec Estado Finanças Manuel Rodrigues”


“Troika poderá vir a actualizar as projecções para Portugal - Oli Rehn”


“Com este resultado a recessão foi de 3,2% do PIB, mais grave que os 3% estimados na altura da sexta revisão do programa. – Oli Rehn”


“Oli Rehn diz que é prematuro falar de mais um ano para Portugal corrigir o défice”


“UE/Previsões: Bruxelas volta a adiar retoma da economia da zona euro”


“A Comissão também reviu em baixa as previsões para a taxa de desemprego, que prosseguirá este ano a sua escalada, atingindo os 12,2% na zona euro (em novembro Bruxelas estimara uma taxa de 11,8)”


“UE/Previsões: Taxa de Desemprego em Portugal deve chegar aos 17,3% em 2013”


“UE/Previsões: Bruxelas prevê recessão em Portugal de 1,9% em 2013 e ameaça com nova revisão já em Março”



Mas o Governo diz que "começamos a ter resultados" e "os objectivos definidos para 2013 foram alcançados" - sic Miguel Relvas (ouvir aqui a peça com as declarações de Miguel Relvas). 



publicado por Ana Catarina Santos às 12:44
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Freakpolitics: Síndrome de Húbris, a doença política de Relvas

A doença política de Miguel Relvas é tão antiga quanto a política e os gregos chamavam-lhe húbris. Hoje diz-se Síndrome de Húbris. David Owen, neurologista e lorde britânico, ex-ministro trabalhista dos Negócios Estrangeiros nos anos 70 identificou sintomas e “doentes”. Escreveu o livro: 'The Hubris Syndrome: Bush, Blair & the Intoxication of Power' e artigos em revistas especializadas como a 'Brain'

Na antiguidade, era um desafio feito aos deuses pelos que desejavam mais do que lhes fora concedido pelo destino. Deputado desde os 24 anos, Relvas tinha a política no destino, mas desejava mais. Queria ser mais que apenas o “sr.” Relvas, com todo o direito a essa ambição, não fosse a preguiça levá-lo a aceitar a oferta de uma licenciatura para ser “dr”, já depois de ter integrado governos. 
Este ministro também é o Vasco Moscoso de Aragão, do livro 'Os Velhos Marinheiros ou o Capitão de Longo Curso', do escritor brasileiro Jorge Amado, que a dado passo desabafa:

— Você sabe lá o que é andar o tempo todo com coronéis, comandantes, doutores e não ser nada…

Deram-lhe o título. Pior do que isso, descobriram que o título era apenas um papel, falta de moderação, ausência de sobriedade perante todos aqueles que pagaram e trabalharam para serem mais do que o destino lhe tinha dado.Hubris: ficar no Governo depois de se tornar uma anedota nacional, sem autoridade nem credibilidade.

Titanic afundou-se por húbris, a convicção exaltada de que o navio não era afundável, “supremo excesso de confiança”, como escreve Peter Corning, director do Institute of Complex Systems. Civilizações poderosas caíram por húbris, como defende Arnold J. Toynbee que a define como a perda do equilíbrio moral e mental.

Até ver, Relvas é menos afundável que o Titanic, apesar do escândalo da Tecnoforma que já está a ser investigado pelo Ministério Público; apesar das espargatas e mortais à retaguarda no seu dossiê mais prioritário, a privatização da RTP; apesar do caso das ameaças à jornalista do 'Público', que vitimou apenas a jornalista do 'Público'; apesar do envolvimento com o espião Jorge Silva Carvalho e com a maçonaria, que vitimou apenas o seu assessor Adelino Cunha; apesar da coordenação política do Governo ser uma desgraça; apesar de a política de informação e de comunicação do Governo ser uma catástrofe, apesar de isolado, Miguel Relvas não afunda.

Os episódios 'Grândola Vila Morena' são uma consequência pública dessa húbris, confrontada com um governante cuja impopularidade pouco tem a ver com as medidas difíceis que o Governo tem tomado. Segundo David Owen, o Síndrome de Húbris é uma “desordem psicológica desencadeada pelo poder”, que se pode acentuar “em face de uma situação de crise como uma guerra ou um potencial desastre financeiro”. 

Segundo Owen, “a importância potencial do síndrome deriva da extensão dos danos que podem ser causados pelo pequeno número de pessoas que são afectadas por ele”.

David Owen sugere que basta identificar três ou mais sintomas de entre um conjunto de 14 para se estar perante alguém com síndrome hubrístico. Daquilo que sabe, veja se Miguel Relvas encaixa no perfil da doença (outros políticos, como José Sócrates, sofriam de húbris acentuada):

1 – uma propensão narcísica para ver o mundo em primeiro lugar como uma arena para exercer o poder e procurar a glória; 

2 – predisposição para fazer coisas de forma a melhorar a sua imagem;

3 – uma preocupação desproporcionada com a imagem e a apresentação;

4 – uma forma messiânica de falar daquilo que está a fazer e tendência para a exaltação;

5 – identificação com a nação ou a organização ao ponto de o indivíduo achar que os seus pontos de vista e interesses são idênticos;

6 – tendência para falar de si na terceira pessoa ou uso do plural majestático;

7 – confiança excessiva no seu próprio julgamento e condescendência em relação aos conselhos ou críticas dos outros; 

8 – crença exagerada em si mesmo, na fronteira da sensação da omnipotência;

9 –mais do que ser responsabilizável perante tribunal mundano dos colegas ou da opinião pública, acha que será julgado pela História ou por Deus;

10 – crença inabalável de que nesse tribunal será ilibado;

11 – perda de contacto com a realidade, muitas vezes associado a isolamento progressivo;

12 – inquietude permanente, indiferença, impulsividade;

13 – tendência para que, ao apreciar a rectidão moral de uma determinada opção, considere custos e benefícios;

14 – incompetência hubrística: as coisas começam a correr mal por causa do excesso de confiança e ele nem se preocupa com as dissidências.


Crónica publicada no site da SÁBADO

publicado por Vítor Matos às 11:29
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Os cuidados de Gaspar

 Politican, David Kukhalashvili

 

Vítor Gaspar não "tem de ter cuidado com a execução", como diz naquela toada de quem pensa que somos todos idiotas - Gaspar ficou sem a execução planeada logo no segundo mês do ano. A revisão da contracção do PIB de 1% para cerca de 2% abre um buraco de 0,4% do PIB nas contas do OE (segundo a análise de riscos que está no relatório do OE/2013). E ainda há o desvio na receita fiscal no último trimestre de 2012: um desvio de 670 milhões que terá contagiado em alguma medida a previsão para 2013. Na pior hipótese Gaspar tem um desvio total de cerca de 1,3 mil milhões (cerca de 0,8% do PIB) EM FEVEREIRO. O "plano B" de 800 milhões (0,5% do PIB) vai mesmo ter de ser usado - e tendo em conta que estamos em Fevereiro (e que ainda falta a decisão do TC, por exemplo), a procissão ainda pode estar no adro...

publicado por Bruno Faria Lopes às 02:17
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013

Miguel Relvas como metáfora do Governo

 Imagem daqui

 

As imagens de Miguel Relvas acossado pelos protestos dos estudantes do ISCTE, que o perseguem enquanto o ministro, rodeado por seguranças em transe, procura uma porta por onde possa fugir, é um novo nível, muito abaixo do subsolo, na já longa história de políticos portugueses que bateram no fundo. Infelizmente, como se sabe, quanto mais se bate no fundo mais ele desce. Como provam as últimas 24 horas da vida do ministro Relvas.

 

Já tinham sido lamentáveis as imagens da véspera, com Relvas a partilhar os seus pensamentos no Clube dos Pensadores - certamente ao melhor nível a que o ministro nos tem habituado - quando foi interrompido pelo "Grândola Vila Morena".

 

Foi o momento em que, inadvertidamente, o ministro-adjunto se tornou uma metáfora com pernas: tal como tem acontecido com o Governo, foi surpreendido pelos factos, quando estes já não deviam surpreender ninguém, quis fingir que controlava a situação, quando esta lhe fugiu das mãos, meteu-se no que não sabia, desafinou, riu e bateu palminhas muito contente, convencido de que tinha feito um brilharete.

 

Tal como o Governo, Relvas não percebeu ou fingiu não perceber o verdadeiro significado do que se estava a passar à sua volta. Quem canta "Grândola", hoje, Fevereiro de 2013, num país com mais de um milhão de desempregados, sem esperança, nem confiança, nem nada que se pareça com uma luz ao fundo do túnel, está a dar sinal de uma nova revolta que cresce e não se sabe onde irá parar. Cantar "Grândola" é uma forma de protesto mais suave do que atirar pedras ou queimar carros, mas nem por isso o seu significado pode ser apoucado. Foi isso que Relvas fez, com aquele ar lampeiro de 'pera aí que já vos lixo', "podemos cantar todos", trauteando uma canção que evidentemente não conhecia (e só isso dava outro post), como se o circo estivesse a chegar à cidade e Miguel se juntasse à parada com lá-lá-lás e palminhas.

 

Quem canta a canção de Zeca para interromper um momento político não está a cantar uma cantiguinha, está a fazer um statement político - não é o "Gangnam Style", que cada um canta à sua maneira porque o que interessa é juntar-se à paródia, mesmo sem perceber as palavras.

 

Mas isso foi ontem. Hoje já não houve cantorias, nem Relvas pôde ficar a falar. Foi uma humilhação pura e simples e o ministro não saiu a rir. Uma estudante que participou no protesto dizia depois, a uma televisão, que "já não se consegue ouvir" o ministro-adjunto. Não legitima (nada legitima) o ato de calar Relvas à força, mas dá conta do problema que o Governo tem em mãos, sendo ele o ministro que devia ter um papel central na comunicação do Executivo. Já se sabia que Relvas e universidades não é a conjugação mais feliz deste Governo mas, mais importante do que isso, parece evidente que há hoje uma nausea em relação a Relvas que amplifica tudo o que o envolva - o que só adensa o mistério sobre a sua continuidade em funções.

 

Passos Coelho já veio garantir que o Governo "nunca se deixará condicionar por ações de natureza semelhante no exercício constitucional das suas funções". Resta saber se ficará a governar entrincheirado em São Bento.

 

To be continued...

publicado por Filipe Santos Costa às 19:18
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

E enquanto esperamos pelo Palácio Ratton - 02

«É sempre uma matéria sensível o estabelecimento de relações entre juízes e partidos políticos ou, neste caso, em que é que essa relação se reflecte nas votações. Cada juiz tem uma sensibilidade ou proximidade política e/ou partidária inerente à sua condição de cidadão. Há quem prefira a designação "diferentes sensibilidades constitucionais" (Cardoso da Costa, 1993), mas não deixam de ter na base esta questão relacionada com os partidos políticos. 

Nuns casos essa ligação é mais visível que noutros, já que alguns juízes eram, por exemplo, deputados representando um partido político. O facto de 77% dos juízes do Tribunal Constitucional serem designados por partidos políticos e só depois eleitos na Assembleia da República, permite traçar essa proximidade entre os conselheiros e os partidos.»

 

Excerto do livro "Papel Político do Tribunal Constitucional", de Ana Catarina Santos








"Papel Político do Tribunal Constitucional: contributos para o estudo do TC, seu papel político e politização do comportamento judicial em Portugal". Prefácio de António de Araújo. Coimbra Editora.

publicado por Ana Catarina Santos às 11:28
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013

Índice do citacionismo - se Relvas não tem credibilidade para dizer verdades, muito menos mentiras

Todos os objectivos definidos pelo Governo para 2012 foram alcançados

 

Miguel Relvas, o homem que alcançou todos os objectivos definidos na sua licenciatura sem ter de fazer nada, é o ministro escolhido para nos dizer que todos os objectivos do Governo para 2012 foram alcançados, em cima de todo o esforço que nós tivemos de fazer com as nossas vidas.

 

Ou Governo nos mentiu e os objectivos que alcançou não conicidem com o que nos andou a dizer ao longo do ano;

 

Ou fala verdade e tinha estes objectivos de facto, mas preferiu esconder-nos a triste realidade que nos esperava.

 

O que é mais assinalável nesta comunicação é ser Miguel Relvas a dizê-lo, porque assim como assim já ninguém acredita nele. Qualquer declaração deste tipo (pequenas mentirinhas políticas) na boca do ministro-adjunto não o descridibiliza só a ele, mas ao Governo todo, porque em Relvas não se acredita mesmo que diga as mais cristalinas verdades. Se ele que sabe tanto de comunicação não percebe isto, é porque no Governo ninguém percebe nada de como se fala com as pessoas na situação em que estão a viver hoje.

publicado por Vítor Matos às 19:01
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