Domingo, 21 de Janeiro de 2007
Quem ainda tem o hábito de pagar pela música que escuta e não aderiu, em regime de exclusividade, à prática dos downloads a partir de sites legais ou ilegais merecia receber um tratamento especial por parte das editoras. Não só porque continua a contribuir para as manter em actividade, como, sobretudo, ajuda a remunerar os músicos e quem os apoia no seu trabalho.
Se um CD, em Portugal, é um produto caro, em Itália o cenário ainda é pior. Por exemplo, as reedições de grandes clássicos da Blue Note dos anos 50 e 60 custam em terras lusas dez a 11 euros. Em Roma, a mesma mercadoria é vendida por cerca de 15 euros. Posto isto, pode concluir-se que os preços praticados em Portugal já incluem uma simpática atençãozinha em comparação com os valores praticados em lojas da capital italiana.
Não há como deixar o país por uns dias para que algumas coisas comecem logo a parecer melhores do que habitualmente.