Terça-feira, 8 de Janeiro de 2013

O complicómetro

O Governo precisa de dinheiro, ok, já sabíamos e decidiu recolhê-lo através de um "enorme" aumento de impostos mais sobretaxa e tal.

 

No fundo, a malta perde mais ou menos o equivalente a um dos 14 salários anuais.

 

Para obter a receita, o Governo tinha pelo menos três hipóteses óbvias: corte mensal; corte de um subsídio; corte de 50% de ambos os subsídios.

 

Decidiu o corte mensal.

 

Como alguém percebeu o berbicacho em que se estava a meter - porque as famílias planeiam as suas contas ao mês e não ao ano -, começou a pensar como devia atenuar ou almofadar o "sacrifício".

 

Vai daí, uma mente brilhante lembrou-se: e que tal diluir metade de cada um dos subsídios em duodécimos para repôr o poder de compra mensal, não molestar tanto a popularidade do Governo, e aguentar a economia hã, que brilhante, hã? Assim ficava tudo outra vez quase na mesma, grande ideia...

 

Agora o pessoal não sabe muito bem quanto vai ganhar no fim deste mês ou do próximo. (aqui bom artigo do Negócios de hoje)

 

Voltando ao início: em vez deste anda para diante e para trás, não teria sido mais simples ir buscar um subsídio ou cortar 50% de ambos os subsídios?

 

Assim se perdem energias desnecessárias neste país complicadinho...

publicado por Vítor Matos às 12:22
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