Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013

A entrada, o prato e a sobremesa

Não é por acaso que o prof. Marcelo Rebelo de Sousa tem uma paranóia inexplicável com o calendário. O Pedro e o Vítor sabem que quem domina o calendário domina a política e os últimos dias são uma prova de como o controlo do tempo em política exige gelos nos pulsos e nervos de aço.

 

- Na quinta-feira Marques Mendes diz que Bruxelas poderá dar um sinal de alívio a Portugal no Ecofin do início da semana;

 

- Na sexta-feira, o Sol diz que o défice é capaz de ficar abaixo dos 5% em 2012;

 

- Na segunda-feira o Diário Económico diz que Portugal se prepara para rever os termos do plano de resgate e essa informação é confirmada pelo próprio Junker durante o Ecofin;

 

- Na terça-feira é anunciada a colocação de dívida; Portugal regressa aos mercados:

 

- António José Seguro dá tiros nos pés a atacar o Governo; o PS aumenta o clima de convulsão interno;

 

- Na quarta-feira a emissão corre bem e passa de dois para 2,5 mil milhões abaixo dos 5%;

 

Estas três vertentes - execução orçamental, alargamento dos prazos de pagamento do empréstimo e colocação da dívida - foram cuidadosamente preparadas para serem servidas ao mesmo tempo: entrada, prato e sobremesa. Finalmente parece que o Governo acerta politicamente no meio de todo o desacerto que tem demonstrado.

 

Gostava de saber como tudo isto foi planeado, gizado e concebido até este desfecho. Manias...

publicado por Vítor Matos às 16:35
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