Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012

Há gritos que valem mais que os votos

Os protestos já não são apenas na rua. Hoje os protestos e insultos aconteceram no interior do Parlamento. O desespero das pessoas que gritam por trabalho. Há gritos que valem mais que os votos. 


Ver vídeo AQUI.

publicado por Ana Catarina Santos às 01:58
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Sexta-feira, 30 de Março de 2012

O Parlamento é o espelho do país

Hoje, no debate quinzenal com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho começou a sua intervenção perante uma sala semi deserta. Eram 10 da manhã, hora regimental para o início dos trabalhos parlamentares.

Dois terços dos deputados não estavam ainda no Plenário. Do meu lugar na bancada de imprensa contei, no momento em que Passos dava início ao debate, 81 presenças. Ou seja, 149 cadeiras vazias.

A contabilidade por bancada está aqui.

De uma instituição onde se fala tanto de produtividade, espera-se mais. De uma instituição onde se fala tanto da imagem do país, também.

 

publicado por Filipe Santos Costa às 15:07
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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

O hábito faz o monstro

O País afunda-se a olhos vistos, o Orçamento do Estado pode acabar com o que sobra, a rua vai ferver, a política vai pegar fogo, o nosso estilo de vida está à beira de acabar como o conhecemos.

E no meio disto, o que faz a Assembleia da República? O bom e velho foguetório.

A tarde de hoje - toda a tarde de hoje - foi passada a festejar a República.

Note-se: esta tarde não se fez outra coisa no Parlamento senão comemorar. Por muito que não se perceba o que há para festejar.

Oficialmente foi a "Cerimónia de encerramento das comemorações do centenário da República na Assembleia da República".

Vejam bem: O centenário da República comemorou-se no dia 5 de outubro de 2010, há mais de um ano; há quinze dias, comemorou-se o 101º aniversário da República. Mas para a Assembleia da República, é perfeitamente apropriado continuar a celebrar o centenário um ano e 15 dias depois da data.

E assim foi: um autocarro despejou à porta do Parlamento a fanfarra da GNR em traje de gala, outro autocarro depositou o Coro do São Carlos de smoking e vestidos compridos, mais a "soprana" (sic!, "soprana", segundo a senhora presidente da Assembleia da República) Elisabete Matos, para executar o Hino Nacional.

Uma brochura, com fitinha verde e vermelha a enfeitar, foi distribuida, com o programa, que incluia:

- Sessão solene, com discursos e "Entrega da partitura do Hino Nacional pelo Dr. Artur Santos Silva, que presidiu à Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República"

- Inauguração da exposição A Assembleia Constituinte e a Constituição de 1911

- Apresentação da reedição da Constituição de 1911 anotada pelo Professor Gomes Canotilho

... e mais uma miudezas.

Ah, e todos os deputados receberam um saquinho com brindes que, tanto quanto percebi, incluíam a dita reedição da Constituição de 1911.

Tudo pago por nós, claro. Tudo pago por um país que não tem dinheiro para mandar cantar um cego.

Vários deputados com quem falei não escondiam o incómodo pelo absurdo da situação. Um, que até esteve na conferência de líderes em que esta sessão foi marcada, justificava-se: "Aprovámos a grelha de intervenções, mas não aprovámos o foguetório."

Mas celebrar é preciso.

Devo ser eu que ando suscetível...

publicado por Filipe Santos Costa às 19:30
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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

Inutilidades práticas

Jorge Lacão decidiu tirar da manga uma proposta de redução do número de deputados e acabou por integrar na agenda política um "não-assunto". Depois do barulho todo que a iniciativa gerou, não se percebe por que decidiu o ministro dos Assuntos Parlamentares tirar este coelho da cartola quando se presume que soubesse tratar-se de uma causa perdida nas actuais circunstâncias.

 

Ainda assim, Miguel Macedo vai reunir-se com Lacão com o objectivo de discutir o tema. Para rematar o absurdo da situação, o líder parlamentar do PSD reconhece, à partida, que o encontro não terá "utilidade prática". Supõe-se que, pelo menos, terá "utilidade teórica" e, sendo assim, por que não aproveitam para discutir, também, a influência da porcelana chinesa na sociedade alemã do século XVIII?

publicado por João Cândido da Silva às 18:40
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Depois admirem-se

No dia em que Portugal se precipita para o abismo, a Assembleia da República, órgão legislativo do País, está fechada porque os funcionários estão em greve. Ele há coincidências...
publicado por Filipe Santos Costa às 10:42
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