Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Júlio Santos, ex-dinossauro a tentar a reeleição depois de uma passagem pela prisão, revelou os planos secretos do rival Zezé (José Monteiro) para o concelho de Celorico da Beira. Está ao rubro a luta nas autárquicas em Celorico.
Para votar nas próximas eleições em Lisboa seria preciso que um candidato ou partido reunisse todas estas condições essenciais. Isto não é muito, mas nenhum candidato satisfaz as minhas exigências de cidadão. O meu caderno mínimo de encargos é este:
- Tornar o jardim Constatino num espaço frequentável onde pudesse sentar-me a ler enquanto o meu filho brincava;
- Taxas da Emel reduzidas para residentes no concelho;
- Uma solução séria, exequível e se fosse preciso radical para a Baixa Pombalina; vivi lá meia dúzia de anos e cada executivo camarário que passa piora claramente as coisas. Gostava de lá voltar a viver um dia;
- Requalificar o máximo de margem de Tejo, tirar os contentores de Alcântara e o trânsito de camiões que os transportam do centro da cidade;
- Expropriar todos os edifícios devolutos da cidade - quem não tem condições nem responsabilidade para ser proprietário não deve sê-lo. Recuperá-los e recolocá-los no mercado com uma percentagem a preços controlados;
- Baixar radicalmente a cércea permitida às construções nos eixos principais da cidade e em zona sensíveis (avenidas emblemáticas, bairros antigos, etc) e aumentá-las em zonas especialmente dedicadas a torres e arranha-céus;
- Manter os ministérios no Terreiro do Paço, para não esvaziar mais ainda a Baixa, libertando apenas os pisos térreos para actividades comerciais e culturais de qualidade;
- Não cortar o trânsito na Baixa nem na praça do Comércio - muito menos aos residentes em Lisboa;
- Iluminar decentemente e com qualidade os monumentos nacionais, os edifícios emblemáticos e as praças principais da cidade;
- Impedir que as empresas municipais e as juntas de freguesia fiquem a saque das mais miseráveis clientelas partidárias;
- Dar incentivos à criação de esplanadas por toda a cidade, com exigências no mobiliário utilizado, que devia também obedecer a uma uniformização mínima e a critérios estéticos e de conforto;
Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Ainda a campanha vai no adro e os golpes baixos já começaram. A
acusação de António Costa a Pedro Santana Lopes de que este prefere investir em diversão em vez de apoiar a luta contra o cancro, a propósito da discussão sobre os terrenos para onde está prevista, pelo actual executivo camarário, a instalação do Instituto Português de Oncologia, é de evidente mau gosto. Se é por aqui que vai a campanha, então vai muito mal.