Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2012

Simplificação excessiva

Não há nada que o primeiro-ministro ou o ministro das Finanças digam que não precise depois de ser explicado/corrigido/traduzido/emendado/suavizado/embrulhado pelos próprios ou por outros.

Podiam, talvez, pensar um bocadinho melhor antes de falar. Ou falar um português inteligível.

Mas talvez isto seja uma simplificação excessiva.

publicado por Filipe Santos Costa às 19:05
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

O Schumacher do blá-blá político também tem os seus problemas de comunicação

Manuela Ferreira Leite não é ouvida e tem problemas de comunicação por excesso de amadorismo? José Sócrates abespinha-se, já só o ouvimos gritar contra "insultos" e tem problemas de comunicação por ser demasiado profissional a comunicar? Pois estais perdoados: Barack Obama - o Schumacher do discurso político - também parece que tem os seus problemazitos de comunicação...
(Aqui no politico.com)
publicado por Vítor Matos às 09:56
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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

A disfunção manuelina do PSD

Manuela Ferreira Leite tem uma desconfiança tão grande das técnicas de comunicação que prefere fazer tudo ao contrário, dando razão às críticas de Marcelo Rebelo de Sousa. Uma das razões para o insucesso da líder do PSD é achar que não tem de se adaptar ao mundo. O mundo é que tem de se adaptar a ela. Ora normalmente isso dá em disparate. Quem quer que o mundo se adapte a si são os revolucionários ou os ditadores. Para MFL, basta que as pessoas dêem conta que está a falar verdade para lhe darem o voto. Engana-se.

Ora para saberem que Manuela fala verdade as pessoas teriam:
a) de ter vontade de a ouvir quando ela está a falar;
b) perceber o que ela está a dizer;
c) concordar, ou seja, a conversa tem de convencer quem se dispôs a ouvir;

Para tanto, seria preciso:
a) Saber como se deve falar em público num tom diferente do que tinham os discursos há 40 anos;
b) usar um discurso facilmente apreensível pelo público a que se dirige;
c) ser convincente, saber vender o peixe;

A líder do PSD não percebe que usar uma técnica correctamente é diferente de ser-se dominado por uma técnica, como era Menezes com o seu deslumbramento e obsessão pela imprensa.

MFL devia pôr os olhos em Paulo Portas. Ontem, MFL falou em economês sobre a proposta do PS para aumentar os impostos aos ricos e baixar os da classe média. Disse que não sabia o que era um rico. Falou de perder receita fiscal e de receita do Estado. E as pessoas? As pessoas preferem aquilo que Sócrates parece querer dar.

Portas tem muitos defeitos mas sabe comunicar e anda a surfar a fragilidade do PSD. Hoje, fez uma conferência de imprensa com propostas alternativas, não se limitanto a criticar, explicado em linguagem acessível por que é que a pessoa que está em casa não seria beneficiada com a medida do Governo. Isto é profissionalismo. Não é ceder à política espectáculo.

É que a política para não ser um espectáculo também não precisa de ser um velório.
publicado por Vítor Matos às 22:48
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