Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

Prémio "Ooops" para o Jornal I

Prémio "Ooops" para o Jornal I

 

 

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publicado por Ana Catarina Santos às 11:51
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Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

O "caso" TSF

O meu nome é Ana Catarina Santos. Sou jornalista da TSF há treze. E orgulho-me muito disso. A minha rádio é a melhor rádio do país. O jornalismo que se pratica na minha rádio é do melhor jornalismo que se pratica no país. Os profissionais da TSF são do melhor que há no jornalismo nacional.

Está em curso uma infeliz campanha de destruição da imagem e credibilidade da TSF, num tom inaceitável. Ninguém me pediu que escrevesse esta “defesa da honra”, nem o que quer que fosse. Mas considero que se estão a ultrapassar todos os limites. Sou livre, felizmente, vivo em democracia e sou responsável pelo que escrevo e afirmo.

Quem me conhece sabe bem como sou crítica em relação ao mau jornalismo e intolerante com falta de ética e profissionalismo. Quem me conhece sabe muito bem que até sou crítica em relação a algumas decisões editoriais da TSF. Crítica e frontal e por isso sinto-me completamente à vontade para escrever estas linhas, completamente insuspeita. Muitas vezes critico o trabalho da minha rádio, o meu inclusive. Só assim, com crítica activa, vigilante e construtiva, podemos melhorar diariamente.

Conheço a minha rádio por dentro e por fora. Conheço as suas práticas, as suas rotinas, as discussões, as preocupações, as pressões (claro que há, mas alguém imagina que não?), sei bem como são escolhidos os temas do dia, o tema do Fórum.

Por isso considero a violência dos comentários inaceitável. O tom de raiva é excessivo. O nível de vocabulário é medonho. As considerações são indignas. Esta campanha repugna-me! Enoja-me! Sei que estes comentários não são de ouvintes TSF. Os verdadeiros ouvintes TSF não são assim. Reconhecem o valor da sua Rádio e a credibilidade da sua informação, respeitam-nos. Os verdadeiros ouvintes TSF sabem do que eu estou a falar.

A TSF tem 23 anos de provas dadas de isenção e rigor. Todos os dias, repito – todos os dias – recebemos queixas de ouvintes e também de partidos políticos (não sejamos inocentes). Nuns dias criticam-nos porque somos a voz do PS, noutros dias já somos a do PSD. Nuns dias, só damos CDS. Noutros, somos máquina de propaganda do PCP ou do Bloco de Esquerda. “Rádio Bagdad”, “Rádio Oficial Laranjinha”, “Rádio do PS”, “Rádio dos Camaradas”, “Gabinete do Cavaco”, etc… Tantos rótulos. Que bom. Incomodamos muita gente, é verdade.

O Fórum TSF foi uma inovação nas rádios portuguesas e foi introduzido pela TSF, como quase todas as inovações feitas na rádio em Portugal. É um espaço aberto à opinião dos ouvintes: sem filtros, sem censura, sem perguntas prévias sobre o que os ouvinte ou convidados pretender dizer em directo. E esta é a regra que existe há duas décadas.

Todos os dias há Fóruns TSF. Todos os dias há quem diga de sua justiça contra ou a favor do Governo. As pessoas inscrevem-se com o nome que querem, com a profissão que querem, apenas registamos o número de telefone no momento da inscrição, para lhes ligarmos de volta quando entram em directo. E o método de entrada no Fórum é todos os dias – repito, todos os dias – igual: as pessoas entram por ordem de inscrição. Que é o que faz sentido, aliás. Ou fará sentido passar para directo uma pessoa que se inscreveu às 11.30h, quando outra manifestou interesse em participar duas horas antes? Ou fará sentido passar para o Fórum um juiz que se inscreveu às 11h, passando à frente de um desempregado que se inscreveu às 9h da manhã? Não faz qualquer sentido, pois não? Não. A regra é sempre a mesma e tem funcionado na perfeição. A TSF não escolhe os ouvintes.

Quem anda na política sabe bem que os Fóruns são escutados muito atentamente nos gabinetes. Mas não é preciso andar na política para se saber que os aparelhos partidários mobilizam militantes ou simpatizantes para participarem nos Fóruns, seja o da TSF ou quaisquer outros, que copiaram o modelo. Os partidos pedem às pessoas da sua confiança para que se inscrevam no Fórum. Isso é ainda mais evidente em períodos eleitorais. Mas a regra existe para todos. Quem conhece melhor as regras do jogo, joga melhor.

Não vou falar em concreto sobre o Fórum em que o PM esteve como convidado. Mas se algum aparelho partidário funcionou no dito Fórum para “promover” o entrevistado; outros aparelhos estão agora a promover a campanha anti-TSF. Estão a desperdiçar munições… O alvo não é o mensageiro, que é sempre o mais fácil de abater.

E a prova de que a TSF é um gigantesco (e cada vez mais raro) espaço de liberdade, é o facto de a antena da TSF continuar a aberta diariamente aos ouvintes no Fórum para dizerem o que quer que seja; é o facto de o mural do Facebook da TSF estar totalmente aberto a comentários (comparem com outros órgãos de comunicação social, só para tirarem a prova); é o facto de o site da TSF ser totalmente livre nos comentários (mais uma vez, comparem com os outros o.c.s.); e é o facto de continuarmos a fazer o nosso melhor jornalismo todos os dias.

Não gosto que digam mal da minha Rádio sem justificação. Não gosto que enxovalhem o meu nome, porque sou TSF, sem fundamento. Não gosto que atirem lama em cima de Profissionais com letra maiúscula. Não gosto que cuspam no meu nome, porque sou TSF. Não aceito que venham grafitar de calúnias na minha porta. É uma vergonha, sim, esta manipulação, esta campanha difamatória anti-TSF. Quem ganhará com isto? Era interessante que reflectíssemos todos sobre o assunto.

Não são só os Fóruns TSF que incomodam. A informação TSF incomoda. O jornalismo da TSF incomoda. A TSF incomoda. Que bom. Que orgulho. Que luxo, nos dias de hoje.

 

Ana Catarina Santos

29 Abril 2011

 

 

publicado por Ana Catarina Santos às 13:30
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

O andor mediático


Foto: VM

















Obama tem beneficiado de um andor mediático nunca visto (à excepção da Fox News). Isso há-de acabar, conforme a crise e as duas guerras no Médio Oriente evoluírem. Ou quando a governação a sério começar. Ele não é um messias, ele não é o "The One" de Matrix. Mas quantos políticos tinham a coragem de deixar na sua equipa responsáveis que vinham e trás (como Robert Gates, na Defesa), ou convidar a mais directa rival, como Hillary Clinton? Até ver, Barack Obama parece ter duas grandes virtudes, estranhamente raras na política corrente: coragem e bom senso. Vamos ver como isto corre.
publicado por Vítor Matos às 01:11
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