Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

Catedráticos da política

Se Miguel Relvas conseguiu uma licenciatura em apenas um ano, porque é que António José Seguro não há-de conseguir unir o PS em apenas dez dias? Qual é a estranheza? Neste país político tudo é possível.

 

 

Catedráticos da política

publicado por Ana Catarina Santos às 22:19
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013

A confissão de Seguro. Sem pressa.

Ouçam, por favor. Vale a pena. Mas ouçam sem pressas. E ouçam cinco vezes. Cinco.

Sem pressas

 

Gosto particularmente desta passagem:

 

Jornalista - "Pode dar um passo em frente?"

AJ Seguro - "Não, não dou!"

Jornalista - "Pode chegar-se um pouco mais para a sua esquerda?" 

AJ Seguro - "Não, não chego!"

 

E afinal ele confessa-se. E afinal a notícia está logo no primeiro som da peça do Paulo Tavares da TSF. 

 

O mais relevante que Seguro disse não é que "não tem pressa". O mais relevante é que "não dá um passo em frente" e nem se "chega mais para a esquerda". É esse o problema de Seguro. Por isso é que os outros têm pressa. 

 

 

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publicado por Ana Catarina Santos às 01:32
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Domingo, 7 de Outubro de 2012

O problema de se bater no fundo (2)

 

Como se escrevia abaixo, a propósito de outro momento de degenerescência do regime, mais uma vez se comprova, agora com uma "proposta" do dr. Seguro: o problema de bater no fundo é que, quanto mais se bate no fundo, mais ele desce.

publicado por Filipe Santos Costa às 12:40
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Sábado, 6 de Outubro de 2012

Seguro na Feira Popular

António José Seguro propôs, durante no jantar socialista de Comemorações do 5 de Outubro em Alenquer, uma alteração à Lei Eleitoral para reduzir o número de Deputados na Assembleia da República.

 

Vários erros num único minuto de discurso.

 

Primeiro erro: forma. Seguro não adiantou em que moldes a proposta se concretizaria. Nem sequer o essencial: qual a redução, qual o número, para quantos deputados. É, assim, um anúncio ao jeito de Gaspar. Primeiro anuncia-se a medida e depois logo se vê. Quando calhar, logo se revelam os pormenores.

 

Segundo erro: timming. Fazer o anúncio em dia da celebração da República é um erro de palmatória. Os representantes do Povo e da República por excelência são precisamente os que estão na Assembleia da República. É um tiro no pé, no exercício da função representativa do poder.

 

Terceiro erro: conteúdo. Enquanto os próprios políticos não dignificarem as suas própria funções, vingará sempre a desconfiança entre os eleitores e os eleitos, entre o povo e os seus representantes. Amplificar a tese de que “somos demais para o que fazemos” aumenta esse fosso.

 

Quarto erro: substantivo. A Democracia custa dinheiro. Na Democracia gasta-se dinheiro. A Democracia precisa de dinheiro para funcionar, para trabalhar. Todos os meios humanos, financeiros, técnicos, não são demais para assegurar o normal funcionamento do sistema democrático. A Ditadura é mais barata. Mas não tem tanta piada.

 

Quinto erro: populismo. São frases de taberna ou de taxista que não combinam com um líder de um partido político. Muito menos para quem ambiciona um cargo de poder executivo. É uma deriva eleitoralista incompreensível, para um homem que diz não ter pressa de chegar ao poder.

 

Em suma, tudo mau. Esta cedência perversa de Seguro ao populismo é claramente agravada pela circunstância de ter sido proposta no dia da celebração da República, que tanto merece ser puxada para cima. Triste e infeliz. Neste tiro, o líder socialista esperava acertar no alvo e ficar bem na fotografia junto do povo que sofre e paga, mas é “o melhor do mundo”. Tiro falhado. Não tem direito sequer ao ursinho de peluche.

 

 

 

 

 

publicado por Ana Catarina Santos às 18:45
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Terça-feira, 26 de Junho de 2012

Caso Ricardo Rodrigues: Seja líder hoje, Tó Zé!

O outro dia, um eminente político perguntava-me se o Ricardo Rodrigues ia mesmo ser condenado. Cínico como passei a ser com os anos, respondi que não sabia, já se viu tanta coisa na justiça portuguesa... pois é, respondeu ele, isso nunca se sabe.

 

Pelos vistos, por uma vez, vemos um político condenado com [alguma] rapidez e sem grandes dúvidas.

 

Agora a questão regressa à esfera política.  Ricardo Rodrigues é:

 

- Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS

- Membro do Conselho Superior do Ministério Público eleito pela Assembleia da República

- Membro da Comissão Permanente da Assembleia da República

- Coordenador do PS na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias

 

Num País decente a direcção do PS devia retirar-lhe a confiança política, esperando que ele se demitisse de todos estes cargos e que renunciasse ao cargo de deputado;

 

Mas estamos em Portugal. Quando se deu o caso, em vez de lhe retirarem a confiança política, a direcção do PS e o então líder parlamentar Francisco Assis ainda fizeram uma lamentável conferência de imprensa de apoio ao deputado. Como a justiça não funciona, os políticos têm a mania de se refugiar no "trânsito em julgado" para fazer apreciações que nada têm a ver com a justiça e têm tudo de político. O problema nunca foi exclusivo do foro criminal embora também o seja.

 

António José Seguro pode agora provar que é diferente dos outros, sobretudo diferente de Sócrates. Apesar de ter permitido que o senhor deputado continuasse a ter responsabilidades incompatíveis com as suas atitudes, tem agora oportunidade para mostrar que é líder, que é sério e que quer estar rodeado de gente séria, mesmo decidindo ao retardador.

 

PS: sou jornalsita da Sábado, embora não tivesse participado na famosa entrevista;

 

publicado por Vítor Matos às 16:23
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