Sexta-feira, 13 de Maio de 2011

Estes especialistas em sondagens falam do que sabem...

Pedro Santana Lopes escreve hoje no "Sol": "Sondagens? São um perigo! São um género de agências de rating. Em ambos os casos pode haver manipulação de mercado. Com dolo ou sem ele".

 

Fala quem sabe.

 

O outro grande crítico das sondagens é o CDS de Paulo Portas, porque o seu partido tem sempre resultados acima das previsões, e até já quis proibir sondagens durante a campanha para não influenciarem a percepção dos eleitores sobre o valor de cada um dos partidos.

 

É curioso, porque Portas e Santana foram directores do centro de sondagens da universidade Moderna, a Amostra. Lembram-se?

publicado por Vítor Matos às 15:25
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Cavaco não joga catennacio, percebam porquê

Amigos à esquerda e à direita têm estranhado o discurso e a atitude mais agressiva de Cavaco Silva na campanha eleitoral. Parece estranho, não é, um Presidente incumbente com uma vantagem do caraças nas sondagens, a correr riscos desnecessários, a baixar a máscara da pose, e a jogar ao ataque em vez de fazer catenaccio e deixar correr o jogo até a vitória lhe cair no colo. Acontece que as coisas não são bem assim, como mostra Pedro Magalhães do Margem de Erro, neste quadro que compara as sondagens e os resultados das presidenciais em 2001. Nunca fiando...
publicado por Vítor Matos às 20:27
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Como desatar o nó: cenários

Com o PSD e o PS empatados, teremos um Outono mais quente do que os calores do Verão eleitoral. Embora hoje as sondagens... enfim... a verdade é que o estudo da Eurosondagem SIC/Expresso/RR deixa antever uma grande dor de cabeça para Cavaco Silva. É preciso não esquecer que Cavaco não poderá dissolver a AR nos seis meses seguintes às Legislativas, ou seja, até Abril de 2010; e também não a poderá dissolver a partir de Agosto de 2010, seis meses antes das eleições Presidenciais. Portanto, poderemos vir a ter vários governos com base na mesma composição parlamentar. Os resultados são estes:

PS - 33%
PSD - 31%
BE- 10%
CDU - 9,4%
CDS - 8,5%

Com um resultado mais ou menos assim, podemos ter cenários estranhos, mesmo muito estranhos. Os partidos irão a Belém na segunda-feira, 28 de Setembro, comunicar as suas posições ao PR e depois o tabuleiro é de Cavaco. Convém não esquecer que, segundo a Constituição, o PR nomeia o PM com base nos resultados eleitorais, depois de ouvidos os partidos com assento parlamentar e isso dá-lhe uma grande margem de manobra.

Cenário 1 - O PS assume um Governo minoritário, fazendo acordos pontuais com o CDS, o Bloco e por vezes o PSD. O CDS e o PS adoptarão uma táctica de "tenaz" para entalar e diminuir o PSD, que terá toda a pressão do PR para manter a estabilidade e a governabilidade - sobretudo se a líder continuar a ser Manuela Ferreira Leite.

Cenário 2 - O PS assume que fará um governo minoritário, mas uma coligação pós-eleitoral PSD-CDS reclama o Governo junto do PR, por ter mais deputados ainda que não a maioria absoluta. Cavaco tem de decidir. Mas se der o Governo à direita terá toda a esquerda a precipitar uma crise rapidamente. O PR tem de usar de toda a sua influência junto do PS para lhe amansar os ímpetos.

Cenário 3 - PS coliga-se ou faz um acordo de incidência parlamentar com o BE. Terá o PSD e o CDS do outro lado da barricada e será o PCP o fiel da balança.

Cenário 4 - Bloco Central. Pode assumir duas formas: coligação governamental ou acordo parlamentar, com Cavaco a funcionar como pivot do diálogo entre as duas forças políticas. é muito improvável com as actuais lideranças.

Cenário 5 - Cavaco dá posse a um governo suportado pelo PS e pelo PSD com um primeiro-ministro à cabeça que ambos os partidos aceitem e que não é nenhum dos líderes partidários.

A fantasia daria para muito mais, mas temo que a realidade venha a ser mais fértil do que a minha modesta imaginação.
publicado por Vítor Matos às 15:20
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Proibir sondagens é contra a democracia liberal


O CDS quer proibir as sondagens durante as campanhas eleitorais. Esta posição é um erro político maior. É contra a liberdade de expressão. É contra a liberdade de informação. É contra a liberdade do mercado escolher a empresa que lhe dá mais garantias. É contra o liberalismo, no sentido das democracias liberais, e não fica bem ao CDS fazer uma proposta destas. Aprende-se na faculdade que as leis são gerais e abstractas, mas isso é em abstracto, claro, porque em concreto o CDS quer uma lei para si.


Porque não propor um organismo regulador onde as empresas de sondagens tenham de garantir um patamar mínimo de qualidade? Isto era uma solução viável em democracia. Imagino o que diria o CDS, e com razão, se o sr. Chávez proibisse as sondagesn no seu país. Isto é próprio de ditaduras ou, mais moderno, de autocracias travestidas.


Paulo Portas acha que tem sido prejudicado pelas sondagens. Eis uma visão alternativa:


a) É o baixo valor das sondagens que lhe permite cantar vitória na noite das eleições;

b) Tenho dúvidas que más sondagens afastem eleitorado. Faz com que os eleitores com intenções de votar no partido subavaliado não desmobilizem e tenham a percepção de que o seu voto não pode ser desperdiçado. Funciona ao contrário para o PS: sondagens demasiado favoráveis desmobilizam eleitorado essencial;

c) Na noite em que se demitiu, em 2005, Portas disse que num país civilizado os conservadores não podiam ficar apenas um ponto à frente dos trotskistas, mas agora ficaram 2,5% atrás. Mais uma razão para a noite eleitoral ser uma relação positiva entre as baixas expectativas e o resultado real;
tags:
publicado por Vítor Matos às 19:18
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

O que escolher quando tudo arde?

Na sondagem que o Expresso publica amanhã, parece estranho que nem o caso Freeport nem o acentuar da crise tenham prejudicado o PS (que só cai 0,8%), apesar da taxa de apreciação do Governo ser muito negativa. É que os 21% de indecisos olham para o lado e têm lá uma coisa chamada PSD (que cai 1%), um partido disfuncional que não dá confiança nem garante estabilidade a ninguém, com uma liderança que se vende como credível, mas não dá ao país qualquer perspectiva de futuro. Quem ganha com toda a crise institucional profunda que se metastiza pelo país será a abstenção e os extremos: Bloco, o CDS e PCP sobem nas intenções de voto. Hoje, a única instituição em que os portugueses parecem confiar é no Presidente da República. Até quando?
publicado por Vítor Matos às 10:17
link do post | comentar | favorito

autores

pesquisar

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

arquivos

subscrever feeds